Sem produção nacional, Brasil tem fábrica de vacina BCG parada há mais de 30 anos
O Brasil é o País com o maior número de casos notificados de tuberculose nas Américas

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247 - Uma fábrica que garantiria a autossuficiência do Brasil na produção da vacina BCG (contra a tuberculose) recebeu milhões do governo federal em 34 anos, mas nenhuma dose foi fabricada. A Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), entidade sem fins lucrativos dedicada ao combate da tuberculose, começou a construção da fábrica de quase 10 mil metros quadrados em 1989 para aumentar a produção da vacina. O terreno fica em Xerém, Duque de Caxias (RJ). As informações foram publicadas neste domingo (18) no portal Uol.
O Brasil é o País com o maior número de casos notificados de tuberculose nas Américas. Em 2022, cerca de 78 mil pessoas adoeceram no país. O número representou aumento de 4,9% na comparação com 2021, segundo informações da edição especial do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. A doença atinge o pulmão, mas também pode acontecer em outros órgãos do corpo.
O objetivo da fábrica no Rio era produzir 60 milhões de doses anuais da vacina. A fábrica nunca foi inaugurada. Em 2020, a diretoria da FAP disse que atualizações nas normas sanitárias provocaram mudanças no projeto original para fins de certificação.
Atualmente, o Brasil tem apenas uma fábrica autorizada a produzir a vacina BCG, mas a planta em São Cristóvão, no Rio, foi interditada em novembro de 2021 para se adequar às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Sem produção nacional, o Ministério da Saúde tem conseguido os imunizantes com o Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para garantir o abastecimento.
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