Gleisi critica reajuste na tarifa de energia do PR
Pré-candidata ao governo do Paraná, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), condenou o reajuste médio de 32,4% da Copel na tarifa de energia que será aplicada aos consumidores a partir do próximo dia 24 de junho; é a maior solicitação de reajuste recebido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que deve ser aprovada pela agência em reunião marcada para a próxima terça-feira (17); "O governador Beto Richa negou-se a aderir ao plano do governo federal para antecipar os contratos de concessão de energia, ficando contra o projeto de baratear a conta de luz de todos os brasileiros, em especial a dos consumidores paranaenses", afirmou
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Notícias Paraná - Recentemente, a Copel solicitou um reajuste médio de 32,4% na tarifa de energia que será aplicada aos consumidores a partir do próximo dia 24 de junho - é a maior solicitação de reajuste recebido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que deve ser aprovada pela agência em reunião marcada para a próxima terça-feira (17).
Inconformada com a decisão do governo do Estado do Paraná de reajustar a tarifa de energia em mais de 30%, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) condenou o aumento. "O governador Beto Richa negou-se a aderir ao plano do governo federal para antecipar os contratos de concessão de energia, ficando contra o projeto de baratear a conta de luz de todos os brasileiros, em especial a dos consumidores paranaenses", afirmou.
Leia abaixo os pontos da decisão do governo do Estado questionados pela senadora:
"1 - O governador Beto Richa negou-se a aderir ao plano do governo federal para antecipar os contratos de concessão de energia, ficando contra o projeto de baratear a conta de luz de todos os brasileiros, em especial a dos consumidores paranaenses.
2 - A inexplicável decisão do governador expôs a Copel Distribuidora S/A à necessidade de comprar energia muito mais cara no mercado livre para cumprir a obrigação de atender o mercado consumidor do Paraná. Ao invés de pagar o valor de R$ 32,00/MWh definido pelo governo federal, teve de comprar energia por R$ 822,00/MWh, causando um prejuízo de 2469% por MWh aos cofres da empresa que pertence a todos os paranaenses.
3 - Em maio passado, o governo federal socorreu as distribuidoras estaduais ao realizar um leilão para entrega de energia imediata. Com isso, a Copel conseguiu sair do sufoco e comprou energia por R$ 268,00 contra os R$ 822,00 que vinha pagando pelo MWh.
4 - E, agora, depois das péssimas escolhas do governo estadual, e mesmo após o socorro da União, a Copel apresenta à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o maior pedido de reajuste dentre todas as distribuidoras do país, penalizando toda a população e o setor produtivo do Estado.
5 - Por considerar tão somente os interesses dos acionistas da empresa de Geração e de Transmissão, o governador Beto Richa adota uma estratégia de gestão totalmente errada porque avança sobre o bolso do consumidor paranaense impondo a todos nós a maior tarifa de energia da história do nosso Estado.
6 - Diante desses fatos, estou requerendo que o Ministério Público na Defesa do Consumidor investigue todo esse processo de reajuste tarifário, considerando que a Copel é uma Holding que ganhou muito dinheiro vendendo e transmitindo energia cara para as distribuidoras sem fazer qualquer compensação interna de custos em benefício do consumidor.
7 - Ao mesmo tempo estou fazendo um apelo à Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, para levar em conta o posicionamento do Ministério Público em Defesa do Consumidor antes de analisar o pedido de reajuste do governo estadual. Ninguém recebeu aumento salarial neste nível de grandeza, o que faz deste um reajuste injustificável. Para dizer o mínimo".
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