Witzel recebeu R$ 900 mil por atuação em escritórios em ano eleitoral

Escritórios fizeram pagamentos por serviços supostamente prestados durante campanha eleitoral e governo de transição

Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel é afastado do cargo pelo STJ 28 de agosto de 2020
Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel é afastado do cargo pelo STJ 28 de agosto de 2020 (Foto: Philippe Lima/GOVRJ)


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247 - O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, recebeu um total de R$ 900 mil por uma rápida atuação em dois escritórios de advocacia durante a campanha eleitoral na qual foi eleito. 

Na denúncia que levou ao afastamento de Witzel por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Procuradoria Geral da República (PGR) aponta que o governador afastado recebeu no ano eleitoral R$ 412.308,37 do escritório do ex-secretário Lucas Tristão, preso na última sexta-feira (28). 

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Ao justificar o afastamento, o ministro Benedito Gonçales, do STJ, destacou o fato de o escritório de Tristão ter recebido, entre julho e outubro daquele ano, R$ 225 mil da empresa Atrio Rio Service, ligada ao empresário Mário Peixoto, preso sob acusação de pagar propina a Witzel já no Governo do Rio.

Durante a campanha, Witzel declarou que havia se tornado sócio de Lucas Tristão, mas a parceria nunca foi formalizada na OAB. Os dois atuaram juntos ainda em um processo em favor de uma firma contra a Prefeitura de Resende (RJ).

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Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, outros R$ 500 mil foram recebidos como participação nos lucros do escritório do advogado Fábio Medina Osório. 

"Ele permaneceu associado à firma apenas entre setembro e dezembro de 2018, período que compreendeu a reta final da campanha e a transição do governo. De acordo com o escritório, o pagamento ocorreu pouco antes da posse em razão de rescisão contratual", diz o jornal. 

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“De fato, o período mencionado é extremamente extenuante para qualquer candidato, principalmente numa campanha para governador de estado, sendo pouco provável que Wilson Witzel tenha, de fato, desempenhado qualquer atividade laboral relacionada ao escritório", escreveu a PGR sobre o repasse do escritório de Medina Osório no pedido de afastamento do governador.

Pelo Twitter, Wilson Witzel disse neste sábado (30) que sua defesa "está sendo cerceada". "Estou sendo linchado politicamente por contrariar interesses poderosos", afirmou. 

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