Witzel diz nos bastidores que Bolsonaro é "carta fora do baralho"

Há um mês, Wilson Witzel tem dito nos bastidores que Jair Bolsonaro estará fora da disputa presidencial de 2022. “A percepção de pessoas próximas ao governador é que ele já sabia de algo que poderia complicar a reeleição de Jair Bolsonaro", escreve a jornalista Bela Megale, em referência ao assassinato de Marielle

(Foto: ABr)


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247 - A revelação de que o nome de Jair Bolsonaro aparece em meio aos desdobramentos das investigações do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, já levam o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) a considerar o ex-capitão como “carta fora do baralho” na disputa presidencial de 2022. Segundo reportagem do blog da jornalista Bela Megale, Witzel – que tem planos de se candidatar ao Planalto no próximo pleito presidencial - já vem comentando com aliados próximos sobre Bolsonaro não disputar a reeleição há cerca de um mês. 

“A percepção de pessoas próximas ao governador é que ele já sabia de algo que poderia complicar a reeleição de Jair Bolsonaro. Witzel vem trabalhando para cacifar seu nome para a próxima disputa presidencial”, destaca a reportagem. Nesta terça-feira (29), ao tomar conhecimento do vazamento de dados ligados às investigações do assassinato de Marielle Franco, Bolsonaro acusou Witzel de ser o responsável. 

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“Acabei de ver aqui na ficha que o senhor (Witzel) teria vazado esse processo que está em segredo de Justiça para a Globo. O senhor só se elegeu governador porque o senhor ficou o tempo todo colado no Flávio Bolsonaro [senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)], meu filho”, disse Bolsonaro durante uma transmissão feita de Riad, na Arábia Saudita, onde está em viagem oficial. "O senhor (Witzel) se afastou porque quer concorrer à Presidência em 2022. O desejo é legítimo. Mas para isso o senhor precisa acabar com a família Bolsonaro”, completou. 

Em nota, Witzel afirmou que "lamenta profundamente a manifestação intempestiva do presidente Jair Bolsonaro” e ressaltou que “jamais houve qualquer tipo de interferência política nas investigações conduzidas pelo Ministério Público e a cargo da Polícia Civil”. 

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