Witzel diz haver "indícios suficientes" de que Bolsonaro "usa o MP para prejudicar governadores"

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), ex-aliado que virou desafeto, afirmou que o "único politicamente prejudicado" foi ele mesmo

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


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247 - O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), ex-aliado que virou desafeto, disse haver "indícios suficientes" de que o presidente "usa o MP para prejudicar governadores". 

Witzel se baseia na denúncia do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que “o presidente estava interferindo no Ministério da Justiça".

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"Na gravação que foi divulgada, o presidente disse para o Ministro da Justiça que ele só queria o RJ. Logo após da saída de Moro, as operações no Rio começaram e foram duas buscas e apreensões na minha casa em três meses", disse.

Witzel disse que medidas como afastamento do cargo e prisão "só podem ser deferidas em casos extremos e justificáveis". Para o governador afastado, o "único politicamente prejudicado" foi ele mesmo.

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Alexandre de Moraes prorroga inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta sexta-feira, 23, prorrogar por mais 90 dias o inquérito que apura suposta interferência indevida de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

O inquérito foi aberto após acusação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que Bolsonaro pressionou pela troca do superintendente do Rio de Janeiro.

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A investigação está paralisada até que o STF finalize o julgamento sobre o formato do depoimento do presidente. O ex-ministro do STF, agora aposentado, Celso de Mello definiu que Bolsonaro prestasse depoimento pessoalmente. Celso era o relator do caso.

A defesa pediu dispensa do depoimento, argumentando que ele poderia ser por escrito. O julgamento foi adiado e ainda não foi definida a forma de depoimento de Bolsonaro.

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Em maio do ano passado, Bolsonaro demitiu o diretor-geral da PF Maurício Valeixo, homem de confiança de Moro, e afirmou em mensagem que um dos motivos para a troca era o fato de as investigações do inquérito das fake news estarem chegando a bolsonaristas. A troca foi motivo da demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça.

Bolsonaro nomeou o delegado Alexandre Ramagem, atual chefe da Agência Brasileira de Informação (Abin), mas ele foi barrado por Moraes, que apontou possível desvio de finalidade. Ramagem tinha relação de proximidade com o presidente e com seus filhos.

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“Não vou esperar alguém foder minha família”

Na quinta-feira, 22, fez um ano da reunião ministerial que foi gravada e, em seguida, divulgada publicamente. Na reunião, na qual ameaçou demitir Sérgio Moro se não pudesse interferir na Polícia Federal, Jair Bolsonaro afirmou que não iria esperar "foder" alguém de sua família ou amigo dele. Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro é investigado no Rio pelas rachadinhas na Alerj.

"Já tentei trocar gente de segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu nao posso trocar alguém da segurança da ponta de linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira", disse. 

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