Volume de água do Paraibuna cai para 0,79%

Segundo a secretária da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), Maria Aparecida Vargas, o reservatório de São Paulo, que abastece o estado do Rio de Janeiro, passa atualmente por uma crise sem precedentes; ela alertou para a necessidade de maior conscientização da população porque existe ainda muito desperdício

Segundo a secretária da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), Maria Aparecida Vargas, o reservatório de São Paulo, que abastece o estado do Rio de Janeiro, passa atualmente por uma crise sem precedentes; ela alertou para a necessidade de maior conscientização da população porque existe ainda muito desperdício
Segundo a secretária da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), Maria Aparecida Vargas, o reservatório de São Paulo, que abastece o estado do Rio de Janeiro, passa atualmente por uma crise sem precedentes; ela alertou para a necessidade de maior conscientização da população porque existe ainda muito desperdício (Foto: Gisele Federicce)


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Da Agência Brasil

O volume útil do Reservatório do Paraibuna, em São Paulo, que abastece o estado do Rio de Janeiro, chegou a 0,79%, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira 4 pela Agência Nacional de Águas (ANA). A secretária da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), Maria Aparecida Vargas, disse que o reservatório passa atualmente por uma crise sem precedentes.

A secretária alertou para a necessidade de maior conscientização da população porque existe ainda muito desperdício. Segundo ela, que também participa do Grupo Técnico de Acompanhamento de Operação Hidráulica, tem sido feito um esforço muito grande para não deixar a situação hídrica da região metropolitana do Rio similar à região metropolitana de São Paulo. "O cuidado tem que ser redobrado porque a gente sabe que está no momento crítico. A gente precisa da colaboração da população."

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Para a vice-presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), Vera Lucia Teixeira, o Paraibuna chegará ao volume morto em questão de tempo. "As chuvas que vão ocorrer neste final de semana só vão retardar a entrada no volume morto, mas nós vamos entrar com certeza. O que a gente tem que conscientizar é que, mesmo que chova e o reservatório aumente de capacidade passando para 1% ou 1,5%, a gente vai entrar no volume morto porque a seca vai continuar," disse.

O baixo volume de água do Paraibuna trouxe preocupação também em relação ao abastecimento da capital fluminense durante os Jogos Olímpicos de 2016. Mas pensando nisso, segundo Maria Aparecida, foi firmado um acordo o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o abastecimento de água ao Rio durante os Jogos, caso a crise permaneça.

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Ela explicou que serão instaladas bombas flutuantes para fazer o bombeamento direto para o reservatório Santa Cecília, garantindo o abastecimento da cidade. "Hoje, a gente tem um cuidado muito grande com o Paraibuna porque, para as Olimpíadas, a gente precisa que ele tenha uma capacidade que, caso esteja em uma situação mais crítica que a de hoje, possa ser feito o bombeamento direto do Rio Paraibuna para o reservatório de Santa Cecília a fom de abastecer o Rio."

A Secretaria de Estado do Ambiente informou, por meio de nota, que o período atual é de estiagem severa, que perdura desde abril de 2014. Para a secretaria, é preciso economizar ao máximo os estoques de água dos reservatórios da Bacia Paraíba do Sul, de modo a garantir o abastecimento do conjunto dos usuários que captam água dos rios Paraíba do Sul e Guandu.

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De acordo com a secretaria, o esvaziamento dos reservatórios está sendo mais rápido do que o previsto. "Persistindo este cenário, serão utilizadas as reservas técnicas emergenciais dos reservatórios, se necessário, sempre com o objetivo de evitar o desabastecimento dos usuários fluminenses. A situação é grave, mas não estamos na iminência de racionamento nesse ano."

Ainda de acordo com a nota, a economia de 1,5 trilhão de litros de água tem garantido a segurança hídrica do conjunto de usuários, com prioridade para o abastecimento humano. "Esta economia permitiu, ainda, criar um estoque substancial de água para atravessar o atual período seco [maio a outubro]".

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