Vereador Matheus Siqueira (PT) pode ter mandato cassado nesta quinta-feira por suposta quebra de decoro

O vereador é acusaso de ter "invadido” uma unidade escolar e discutido com uma profissional da educação. O parlamentar, no entanto, diz sofrer perseguição por ser contra a volta às aulas presenciais na cidade de Cerqueira César, São Paulo

Matheus Siqueira
Matheus Siqueira (Foto: Reprodução)


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247 - A Câmara Municipal de Cerqueira César, São Paulo, vota na quinta-feira (16) o relatório final de uma comissão processante que pede a cassação do mandato do vereador Matheus Siqueira (PT). Siqueira é acusado de supostamente ter cometido quebra de decoro parlamentar em visita a uma unidade escolar do município. 

A punição indicada pelo relatório, porém, não condiz com a realidade, sustenta o vereador.

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Na ocasião, Siqueira foi à escola porque a Secretaria Municipal da Educação convocou todos os professores da rede na semana dos dias 3 à 6 de maio para realizarem, de forma presencial, uma “pesquisa” com os pais e responsáveis dos alunos sobre o retorno às aulas presenciais.

Desde então, Siqueira, que é também professor, se posicionou de forma contrária à realização da pesquisa e do retorno às aulas, pautado pelo descontentamento de diversos membros da comunidade escolar e pela preocupação com os riscos de contágio pelo coronavírus.

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Tendo suas atribuições como vereador, além da atuação como membro da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Siqueira buscou durante o período da “pesquisa” visitar as unidades escolares no intuito de acompanhar a realização da atividade. As visitas foram realizadas nas escolas EMEB Zely Meira e EMEB Maria José França Nogueira. 

O PT afirma que a denúncia, feita por um munícipe com base em ofício da secretária da Educação Neiva Bruzarosco, busca dificultar o trabalho de fiscalização aos agentes públicos, realizada pelo vereador, assim como intimidar a atuação parlamentar de um representante popular.

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A presença do vereador na escola e sua atuação contrária ao retorno às aulas virtuais não foram bem recebidas pela secretária. O episódio das visitas às escolas se soma a outras situações em que o vereador do PT se posicionou contrário aos objetivos de Neiva, sobretudo em relação ao retorno às aulas presenciais.

O trabalho da comissão processante foi de apurar a denúncia que apontava que o vereador petista teria supostamente “invadido” uma unidade escolar e discutido com uma profissional da educação, o que consistiria em quebra do decoro parlamentar. 

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A comissão é formada por vereadores ligados a base de apoio do prefeito, como Joice Lopes (MDB), a presidente, e Celso Basseto (PODE), o relator, e reflete os interesses do grupo, podendo, portanto, solicitar a cassação do vereador, mesmo sem a comprovação das denúncias. Nesse cenário, o vereador Adriano Lopes (PSB), membro da comissão, apresentou um relatório paralelo, apontando as inconsistências da denúncia e as falhas cometidas durante as investigações.

A sessão extraordinária para a votação do relatório final será realizada na Câmara Municipal da cidade às 17h.

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