Vale fecha acordo de R$ 11 bilhões e recurso deverá turbinar campanha de Zema pela reeleição em MG
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, poderá utilizar os recursos em obras e investimentos ao mesmo tempo em que articula sua reeleição, quando deverá se confrontar com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil
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247 - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fechou um acordo com a mineradora Vale que assegurou um crédito suplementar de R$ 11,06 bilhões ao orçamento estadual. O acordo, assinado na semana passada, faz parte da reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem da empresa em Brumadinho, em janeiro de 2019.
Zema, que não conseguiu cumprir a promessa de campanha de zerar o déficit do Estado, poderá utilizar os recursos em obras e investimentos no mesmo tempo em que articula sua reeleição, quando deverá se confrontar com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o valor do acordo destinado ao Executivo "corresponde a 30% do total de R$ 37,68 bilhões do acordo com a Vale. Os outros R$ 26,62 bilhões serão aplicados pela mineradora na reparação socioeconômica e socioambiental de Brumadinho e mais 25 municípios de seu entorno atingidos pela tragédia". A tragédia deixou 270 pessoas mortas e outras dez desaparecidas.
Zema vem sendo alvo de críticas em função do déficit orçamentário, que deve chegar a R$ 17,3 bilhões neste ano. A estimativa para o próximo exercício é que este valor caia para R$ 12,4 bilhões. Os novos recursos, porém, não serão usados para reduzir o déficit e parte do valor total, cerca de R$ 1,5 bilhão, será repassado diretamente às prefeituras. O restante deverá ser empregado na retomada da construção de hospitais, serviços de pavimentação, equipamentos para a polícia, entre outras ações.
Para o líder da oposição na Assembleia Legislativa e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o rompimento da barragem, André Quintão (PT), faltou transparência e debate para definir os investimentos. “As vítimas e a sociedade não participaram. O governo definiu os investimentos sem ouvir”, afirmou.
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