Trabalhadores da Alumini ameaçam desfile na Sapucaí
Justiça Federal acatou um pedido feito pela ANTT para impedir o bloqueio de qualquer espécie na Ponte Rio-Niterói; a pena é de R$ 500 mil por hora de interdição no local, que havia sido palco de manifestação; trabalhadores da Alumini e da Petrobras não chegaram a um acordo sobre pagamento de salários atrasados; a categoria fez um alerta: novas medidas drásticas serão tomadas, podendo afetar até o Carnaval do Rio; "Se preciso for, vamos parar a Marquês de Sapucaí", afirmou Wanderson Coelho, funcionário da Alumini
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Rio 247 – A Justiça Federal em Niterói acatou, nesta sexta-feira (13), um pedido feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para impedir o bloqueio de qualquer espécie na Ponte Rio-Niterói. A pena é de R$ 500 mil por hora de interdição.
Cerca 150 manifestantes interditaram na última terça-feira (10) as duas pistas da Ponte Rio-Niterói. Representantes dos trabalhadores da Alumini e da Petrobras não chegaram a um acordo sobre pagamento de salários atrasados. A Petrobras mantém o recurso da decisão da Justiça do Trabalho que obriga a empresa a pagar os funcionários da Alumini, empreiteira terceirizada que presta serviços à Petrobras.
Os trabalhadores decidiram acampar em frente à Petrobras, e fizeram um alerta: novas medidas drásticas serão tomadas, podendo afetar até o Carnaval do Rio, de acordo com informações do G1. "Se preciso for, vamos parar a Marquês de Sapucaí, voltar à Ponte Rio-Niterói, tudo isso", afirmou Wanderson Coelho, funcionário da Alumini e um dos representantes na reunião com o gerente geral do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e representantes da Petrobras.
A Petrobras alega que repassou a quantia necessária para o pagamento de funcionários antes de romper contrato com a Alumini, que afirma não ter recebido o dinheiro.
"Enquanto essa briga acontece, nossos trabalhadores estão passando fome e necessidade", criticou Wanderson. Funcionários da Alumini afirmaram que mais de três mil pessoas estão sem receber salários há três meses.
Segundo matéria publicada por 247 mais cedo, 500 funcionários da empresa Alumini, antiga Alusa, foram cortados desde novembro, sem receber todos os direitos. Eles cobram o pagamento de salários atrasados. Outros 2.500 empregados estão sem receber.
Também por conta da Operação Lava Jato, a Alumini passa por dificuldades financeiras. A obra do Comperj, alvo de denúncias de favorecimento de empreiteiras e superfaturamento de contratos, diminuiu o ritmo e sofreu cortes de pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços.
Enquanto ocorria a manifestação no Rio, na terça, outros 600 foram demitidos, desta vez do consórcio Tubovias, que tem a Andrade Gutierrez e a GDK como integrantes. De acordo com o sindicato da categoria, desde a semana passada, cerca de 4.100 pessoas foram demitidas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
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