TJ quer medidas contra corrupção e violência
"A corrupção e a violência andam juntas. São filhas de uma mesma indignidade, em que, historicamente, a corrupção estimula a violência, assim como a violência estimula a corrupção"; como combatê-las? Para responder a esta pergunta, o TJ-RJ vai realizar, o seminário "Corrupção e violência, reféns, até quando?"; desembargador Cláudio Luís Braga dell'Orto disse que o tribunal quer ouvir juristas, políticos e a sociedade civil, para formular medidas de combate ou mesmo para a redução da violência e da corrupção; "Não podemos limitar a atuação do Judiciário dentro dos processos trazidos a julgamento", comentou
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Jornal do Brasil - "A corrupção e a violência andam juntas. São filhas de uma mesma indignidade, em que, historicamente, a corrupção estimula a violência, assim como a violência estimula a corrupção". Como combatê-las? Para responder a esta pergunta, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) vai realizar, a partir desta quarta-feira, dia 30, o seminário "Corrupção e violência, reféns, até quando?".
Organizador do encontro, o desembargador Cláudio Luís Braga dell'Orto disse que o TJ do Rio quer ouvir juristas, políticos e a própria sociedade civil, em um debate em que sejam formuladas medidas de combate ou mesmo para a redução da violência e da corrupção. Durante entrevista ao jornal Bom dia Rio, da TV Globo, o magistrado afirmou que é preciso encontrar caminhos além dos processos judiciais em curso nos tribunais. "Não podemos limitar a atuação do Judiciário dentro dos processos trazidos a julgamento", comentou.
Segundo o desembargador, a lei ajuda no combate, mas trata da situação limite, quando a corrupção e a violência já ocorreram. Por isso, o TJ do Rio tem, com a realização deste seminário, o propósito de avançar nessa luta.
O desembargador também alertou para o nível em que as duas situações são tratadas como naturais, decorrência da degradação da sociedade. Em uma referência à questão de crianças e adolescentes envolvidos em crimes, ele citou um exemplo:
"A mãe que vive uma situação de violência acaba repercutindo esta violência para os seus filhos. Se não dermos atenção para essas crianças, quando elas forem pai e mãe vão conviver em situação de violência com os seus filhos. Isso gera uma situação de degradação tal que você chega na idade adulta convivendo com situações de violência e corrupção como se fossem naturais", disse o desembargador.
A repressão somente atinge um pequeno número de casos. O desembargador Cláudio dell'Orto defende a prevenção. E, para isso, é preciso encontrar mecanismos de atuação antes de o fato chegar ao processo judicial.
"Na quarta-feira, na quinta e na sexta-feira (dias em que o seminário vai acontecer) queremos definir metas nessa questão preventiva de combate à violência e à corrupção. Não podemos ser reféns dessas situações", concluiu o magistrado.
O seminário "Corrupção e violência, reféns, até quando?" será aberto amanhã, dia 30, às 18h, no auditório Desembargador Antonio Carlos Amorim, no quarto andar do Fórum Central, pelo presidente do TJRJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, e vai até sexta-feira, dia 2 de outubro.
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