Tiros ocorrem durante reconstituição da morte do menino Ray, adolescente negro que apareceu morto após ser levado pela PM
Segundo reportagem, a chegada à comunidade do Campinho, no Rio de Janeiro, foi recebida a tiros, e os agentes responderam com disparos
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247 - Confusão marcou a reconstituição da morte do adolescente negro Ray Pinto Faria, de 14 anos, nesta terça-feira, 22. Tiros foram ouvidos, uma pessoa foi morta e outra foi presa. Ray morreu no dia 22 de fevereiro deste ano, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A reconstituição da morte, nesta terça, foi acompanhada por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), com apoio da Delegacia de Homicídios.
Segundo reportagem do UOL, a chegada à comunidade do Campinho foi recebida a tiros, e os agentes responderam com disparos. Após o confronto, eles deram continuidade à reprodução.
Segundo Rodrigo Mondego, da Core, "a PM diz que houve um confronto no local e o Ray teria morrido por causa disso. A outra versão, das testemunhas e das pessoas que moravam no local, que conheciam o menino desde bebê, dizem que viram o Ray vivo no domínio dos policiais”.
“Hoje a Polícia Civil fez uma análise vendo do ponto de vista dos polícias e das testemunhas pra ver o que é mais verossímil e responsabilizar ou não os policiais pela morte do Ray", destacou.
Morte de Ray
No dia 22 de fevereiro, segundo familiares, Ray estava no portão de casa jogando no celular quando foi abordado por policiais militares que realizavam operação no Campinho. Os agentes levaram Ray.
Após algumas horas sem notícias do paradeiro do garoto, parentes foram informados de que Ray estaria no hospital Salgado Filho, onde foi encontrado já sem vida pela mãe.
O corpo foi reconhecido por um primo, que afirmou ter visto marcas de tiro na perna e na barriga.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a entrada no hospital e o reconhecimento do corpo.
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