Teixeira, Suplicy e Bonduki retiram pré-candidaturas para apoiar Padilha a prefeito de São Paulo

Médico infectologista, ex-ministro da Saúde teria o melhor perfil para o momento de grave crise sanitária no país e na cidade de São Paulo, dizem lideranças

Padilha pretende explorar cartel em campanha
Padilha pretende explorar cartel em campanha (Foto: ANDRE DUSEK)


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Rede Brasil Atual - Em live transmitida nesta quarta-feira (13), o deputado federal Paulo Teixeira, o ex-secretário de Cultura da gestão de Fernando Haddad, Nabil Bonduki, e o ex-senador e atual vereador Eduardo Suplicy anunciaram a retirada de suas pré-candidaturas à prefeitura de São Paulo pelo PT para apoiar o médico e também deputado federal Alexandre Padilha.

Os outros inscritos para disputar o posto de candidatos do PT são o deputado federal Carlos Zarattini, o secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, e a líder comunitária Kika Silva. Com apoio de Suplicy, Teixeira e Bonduki, lideranças de peso dentro da legenda, Padilha se fortalece na disputa com Tatto, que tem apoio importante na base partidária.

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As eleições municipais, até o momento, estão mantidas para outubro. Mas há a possibilidade de adiamento, por conta da pandemia de coronavírus. O debate sobre o tema está sendo travado nos meios políticos e no Tribunal Superior Eleitoral.

Na sexta e no sábado (15 e 16), o PT vai escolher o candidato em prévia virtual, com a participação de 613 militantes e dirigentes. O voto será secreto.

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O principal argumento dos três pré-candidatos para manifestar apoio a Alexandre Padilha foi resumido por Teixeira. “O coronavírus indica que veio por um tempo longo. O tempo mais grave deve ser de dois meses, mas os mais otimistas falam de uma vacina em maio do ano que vem. O SUS passou a ter uma importância imensa. Assim, se chegou à conclusão que Padilha teria o melhor perfil para este momento”, disse.

Padilha é médico infectologista e, além de ter sido ministro das Relações Institucionais no governo Lula, foi ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff.

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Unificação

Teixeira destacou também a identidade com forças progressistas “além do PT”, para a construção de diálogo, por exemplo, com o PCdoB e o Psol, com vistas a “tentar construir uma chapa única de oposição anti-Bolsonaro e anti-Doria e Covas”. Na mesma linha, Padilha disse na noite de ontem (12), no Twitter: “Temos que derrotar dois projetos: o genocida de Bolsonaro e o privatista e elitista de Bruno/Doria”.

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Segundo Teixeira, o nome de Haddad foi cogitado pelo partido para a disputa da prefeitura paulistana. “Seria um bom nome, mas a conclusão é que o ex-prefeito, eventualmente, “teria que ser preservado para a disputa nacional”, justificou.

Suplicy reitera que a situação de “pandemia gravíssima, a mais grave da história de São Paulo” justifica a opção do PT por Padilha, que também foi secretário municipal da Saúde de São Paulo na gestão Haddad.

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Na opinião de Bonduki, urbanista, Padilha se mostra capaz de implementar uma gestão que objetive mudar o padrão de desenvolvimento da cidade, priorizando o combate à desigualdade, a descentralização da administração e políticas para promover justiça na área habitacional.

“Durante a pandemia, a gente vê a importância da habitação, do saneamento e das condições urbanas.” Para Bonduki, o apoio à aspiração do ex-ministro da Saúde representa “a unidade que conseguimos dentre várias tendências dentro do PT”. Ele defendeu também a ampliação da pré-candidatura de Padilha para envolver outras forças progressistas por “um projeto comum”. O nome de Alexandre Padilha, se confirmado, seria o “embrião de uma candidatura que possa congregar outras forças de esquerda”, afirmou.

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A “missão” de uma eventual vitória eleitoral do partido para governar a maior capital do país, segundo Padilha, será a de “salvar vidas, manter a renda das pessoas, reforçar a solidariedade e repensar a cidade de São Paulo nos próximos anos”.

Paulo Teixeira lembra que o poder público na cidade de São Paulo tem que chegar à periferia da capital. “Muitos lugares na cidade não têm Estado, não têm poder público”, disse.

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