Tatto diz que aceita disputar primária com Boulos e Orlando para definir candidato da esquerda em SP
"Quando me tornei pré-candidato no meu partido, eu liguei para o Boulos e para o Orlando, mas esses partidos precisam sobreviver. Se perguntassem: ‘Você topa uma primária?’ Eu topo. Mas, se o PT não sair candidato, quem vai defender o nosso legado?”, disse o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Jilmar Tatto
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Luisa Fragão, na Revista Fórum - Em entrevista ao Fórum Café nesta sexta-feira (28), o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Jilmar Tatto (PT), disse que aceitaria participar de primárias com candidatos de outros partidos da esquerda, como Guilherme Boulos (PSOL) e Orlando Silva (PCdoB).
Tatto disse que, em outras cidades do país, o PT formou alianças com o PSOL ou PCdoB. No entanto, em São Paulo, de acordo com ele, o partido é “grande” e precisa ter candidato próprio. “Em várias cidades importantes o PT está apoiando o PSOL. Em SP, o PT é muito grande, é forte”, disse.
“Quando me tornei pré-candidato no meu partido, eu liguei para o Boulos e para o Orlando, mas esses partidos precisam sobreviver. Se perguntassem: ‘Você topa uma primária?’ Eu topo. Mas, se o PT não sair candidato, quem vai defender o nosso legado?”, questionou.
Os partidos de esquerda têm sido pressionados a adotar uma frente ampla nas eleições para ter mais chances de ganhar contra partidos de direita, em especial aqueles que têm candidatos ligados ao presidente Jair Bolsonaro.
“Temos que começar a discutir isso, eu não sou contra. É uma decisão partidária, não pessoal. Acho que isso não está amadurecido o suficiente. A frente de combate ao fascismo tem que ser com todo mundo, mas tem que ser também de defesa de direitos, porque não dá para sentar com o Doria”, finaliza.
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