Só em 6 dias deste ano nenhuma escola municipal do Rio fechou por tiroteios
Levantamento da Secretaria de Educação do Município do Rio de Janeiro aponta que, quase todo dia, ao menos uma escola ficou sem aula por causa de confrontos e operações policiais este ano; apenas em seis de 65 dias letivos todas as escolas municipais tiveram aulas; o que representa mais de cem mil alunos afetados pela violência, que acaba sendo uma condicionante para que o estudante saia de para a escola ou fique em casa
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Rio 247 - A violência está sendo cada vez mais uma condicionante para que vários estudantes da cidade do Rio saiam para à escola ou fiquem em suas casa. Levantamento da Secretaria Municipal de Educação aponta que, quase todo dia, ao menos uma escola ficou sem aula por causa de confrontos e operações policiais. Apenas em seis de 65 dias letivos todas as escolas municipais tiveram aulas. Nos outros 59 dias, pelo menos uma escola ficou sem aulas por conta da violência, o que representa mais de cem mil alunos afetados pela violência. Cerca de 16% de todos os estudantes da rede municipal. Os dados foram acessados pelo RJTV, que publicou uma entrevista com uma pesquisadora (veja no final da matéria).
De acordo com o levantamento, o bairro de Acari, na Zona Norte, foi o que mais teve escolas fechadas esse ano. A cada 15 dias pelo menos um colégio fechou as portas. Depois vem o Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte, e em terceiro, o Conjunto de Favelas do Alemão, também na Zona Norte.
Nesta quarta-feira (17), 4.959 alunos ficarem em casa na Cidade de Deus, na Zona Oeste, em consequência de uma Operação na Favela. Não teve aula em 12 escolas municipais, três creches e cinco Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI). Um homem morreu e um adolescente ficou ferido durante a ação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da corporação. Em nota, Polícia Militar informou foi recebida a tiros na Cidade de Deus.
A pesquisadora Ana Paula Pelegrino, do Instituto Agarapé, defende uma integração entre as autoridades de ensino e de segurança para enfrentar o problema da falta de aulas em consequência da violência. “Acho que vale lembrar que no direito internacional de guerra, nos direitos humanos, o acesso à educação e à saúde são direitos que não podem ser suspensos nem em situação de conflito armado. Aqui, a gente não tem uma situação de guerra declarada, e aqui a gente não consegue garantir isso. Então, é preciso que todo mundo chegue, e não é só forças de segurança pública, mas educação, saúde, todo mundo junto, sente e comece a pensar nessas soluções. E nisso o município tem um papel primordial”, disse Ana Paula.
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