Siro Darlan: “A caça às bruxas já começou”

Desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), diz que a "fogueira está novamente armada para queimar livros e pessoas"; "Já há servidores públicos sendo processados por haverem se manifestado a favor da manutenção da democracia e do respeito à Constituição", afirma; "Assim como o juiz que não reza conforme a cartilha pode ter sua toga maculada através de processos constrangedores e 'punições exemplares', o recado será dado para os demais", acrescenta Darlan, que é membro da Associação Juízes para a Democracia; leia íntegra

Desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), diz que a "fogueira está novamente armada para queimar livros e pessoas"; "Já há servidores públicos sendo processados por haverem se manifestado a favor da manutenção da democracia e do respeito à Constituição", afirma; "Assim como o juiz que não reza conforme a cartilha pode ter sua toga maculada através de processos constrangedores e 'punições exemplares', o recado será dado para os demais", acrescenta Darlan, que é membro da Associação Juízes para a Democracia; leia íntegra
Desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), diz que a "fogueira está novamente armada para queimar livros e pessoas"; "Já há servidores públicos sendo processados por haverem se manifestado a favor da manutenção da democracia e do respeito à Constituição", afirma; "Assim como o juiz que não reza conforme a cartilha pode ter sua toga maculada através de processos constrangedores e 'punições exemplares', o recado será dado para os demais", acrescenta Darlan, que é membro da Associação Juízes para a Democracia; leia íntegra (Foto: Aquiles Lins)


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Rio 247 - O desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), afirmou nessa quarta-feira, 8, que a "caça às bruxas" já começou para quem se manifestou e lutou contra a ruptura da ordem democrática no Brasil. 

Em artigo publicado no jornal O Dia, Darlan, que é membro da Associação Juízes para a Democracia, diz que a "fogueira está novamente armada para queimar livros e pessoas".

"Já há servidores públicos sendo processados por haverem se manifestado a favor da manutenção da democracia e do respeito à Constituição. A cultura para essa gente é um risco porque o povo pode entender que o seu papel não é o de bobo da corte, mas protagonista das mudanças. E isso é muito subversivo. Assim como o juiz que não reza conforme a cartilha pode ter sua toga maculada através de processos constrangedores e 'punições exemplares', o recado será dado para os demais", afirma. 

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Leia a íntegra:

"Tempo de Intolerância

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O planeta está andando na contramão. Os estudantes ocupam as escolas e a polícia os expulsam. Mais da metade da população é de mulheres, e nenhuma representação feminina no primeiro escalão do governo interino. O Brasil precisa de educação e cultura para seu desenvolvimento civilizatório, e o governo provisório, sob a tutela do Judiciário, tenta extinguir o Ministério da Cultura — no que teve de recuar.

A fogueira está novamente armada para queimar livros e pessoas. O recado da grande mídia e do poder financeiro, articuladores dessa nova ordem social, é de que a violência recrudescerá. Por outro lado, o povo, já experiente com governos de exceção, não está disposto a enfrentar outro regime de força e resistirá. A caça as bruxas já começou, e aqueles que pensam diferente que se acautelem.

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Já há servidores públicos sendo processados por haverem se manifestado a favor da manutenção da democracia e do respeito à Constituição. A cultura para essa gente é um risco porque o povo pode entender que o seu papel não é o de bobo da corte, mas protagonista das mudanças. E isso é muito subversivo. Assim como o juiz que não reza conforme a cartilha pode ter sua toga maculada através de processos constrangedores e "punições exemplares", o recado será dado para os demais.

Aqui nesse rebanho, só ovelhas amestradas! Aqueles que posam de toga, que é o símbolo da autoridade do juiz que somente pode trajar em atos oficiais, não estão fazendo uso político desse símbolo, porque todos fazem parte do rebanho.

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Outras manifestações fora do 'Índex' são consideradas politico-partidárias, e o inquisidor instaura o 'Auto de Fé' e, pronto, o indiciado já está apto para vestir o 'sambenito', ficando conhecido por suas opiniões e decisões independentes como um herege. Contudo, o sistema segue na mesma direção, e, assim como tantos outros foram vencidos, e o céu voltou a brilhar, "Amanhã será um novo dia" e a arte e a Justiça triunfarão.

Siro Darlan é desembargador do TJ e membro da Associação Juízes para a Democracia"

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