Servidores protestam e PM mantém cerco na Alerj
Após os episódios de truculência policial e pancadaria que assolaram o centro do Rio na semana passada, manifestantes realizam novo ato contra o chamado pacote de maldades do governo estadual; cerca de 700 policiais militares fazem um cerco em torno da manifestação, nas ruas que dão acesso ao Palácio Tiradentes, sede da Alerj, onde os deputados fariam a votação das medidas de austeridade; a Tropa de choque da PM faz cerco à manifestação em frente à Alerj; vídeo
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Agência Sputnik - Após os episódios de truculência policial e pancadaria que assolaram o Centro do Rio na semana passada, manifestantes realizam novo ato nesta segunda-feira (12) contra o chamado pacote de maldades do governo estadual.
Cerca de 700 policiais militares fazem um cerco em torno da manifestação, nas ruas que dão acesso ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde os deputados fariam a votação das medidas de austeridade. O ato foi marcado para esta segunda para coincidir com a votação de quatro medidas polêmicas, mas na última sexta (9), o presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), anunciou a transferência das votações para a quarta (14).
A Tropa de choque da PM faz cerco à manifestação em frente à Alerj. De acordo com a assessoria de imprensa da Alerj, "a mudança no calendário foi uma decisão da presidência da Casa, para que haja mais tempo para negociar as propostas". No entanto, os servidores e outros manifestantes contrários ao pacote afirmam que a alteração teve como objetivo esvaziar o ato desta segunda.
"Tudo se encaminha para uma tragédia. Os verdadeiros vagabundos estão dentro da Alerj. A mudança no calendário foi para esvaziar o movimento. Nosso medo agora é que haja uma votação extraordinária, como aconteceu com o caso do Bilhete Único", disse o inspetor Paulo Ferreira, do Sindicato do Sistema Penitenciário do Rio, citado pelo Estadão.
PM com flores dadas por manifestantes em ato na Alerj - 12 de dezembro de 2016 Os policiais – muitos com flores brancas dadas pelos manifestantes, em sinal de paz, enfeitando seus escudos e capacetes – revistam bolsas e mochilas dos passantes em busca de objetos que possam ser usados como armas. Na semana passada, as ruas em frente à Alerj viraram cenário de guerra após exibições de truculência da PM.
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