Servidores deflagram operação padrão no RS

Após cinco dias de paralisação, funcionários públicos estaduais decidiram na sexta-feira (4) retornar às repartições nesta terça em ritmo reduzido; professores continuam paralisados até o dia 11, data em que fazem assembleia para avaliar o movimento; as demais categorias; movimento acontece em protesto contra a medida do governo estadual de pagar os salários em quatro parcelas; independentemente da continuidade ou não das paralisações, os servidores públicos definiram uma pauta única para a próxima semana: acompanhar todas as votações na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

04/09/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Reunião com as categorias do funcionalismo para decidir os rumos da greve. Foto: Guilherme Santos/Sul21
04/09/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Reunião com as categorias do funcionalismo para decidir os rumos da greve. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Realle Palazzo-Martini)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Jaqueline Silveira, do Sul 21

Os servidores públicos estaduais decidiram encerrar, no fim da noite desta sexta-feira (4), a greve deflagrada na última segunda-feira (31). Só os professores continuam paralisados até o dia 11, data em que fazem assembleia para avaliar o movimento. As demais categorias, entretanto, voltam ao trabalho em ritmo de operação padrão e na próxima terça-feira (8), após o feriadão, realizam diversas assembleias para avaliar a possibilidade de retomar a paralisação. Essas decisões foram definidas na tarde desta sexta pela Coordenação Unificada dos Servidores.

A paralisação geral do funcionalismo foi desencadeada pelo fato de o governo do Estado parcelar os salários em até quatro parcelas. Durante a semana, especialmente os servidores da área de seguranças só atenderam casos emergenciais, como as ocorrências envolvendo crimes contra a vida. Agora, com a operação padrão, as atividades serão realizadas, porém limitadas. “Vamos fazer só o que a lei prevê”, avisou a diretora do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), Neiva Carla Back Leite. Ela afirmou que os policiais não irão, por exemplo, fazer hora extra, já que não recebem. “Também se uma viatura não tiver combustível, não vamos correr atrás para arrumar”, exemplificou a dirigente sindical.

continua após o anúncio

Já os policiais militares optaram pelo aquartelamento durante os dias de greve e só deixaram as unidades para também atender casos de emergência. Conforme o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Leonel Lucas, alguns quartéis devem encerrar o aquartelamento só na manhã de sábado (5). Depois, o ritmo de trabalho segue de operação padrão. “Só vamos sair dentro da legalidade, se tiver armamento adequado, equipamento e viatura”, explicou Lucas. O representante da categoria acrescentou que a associação está fazendo um levantamento do movimento e na próxima terça será feita uma avaliação.

Os agentes penitenciários, conforme o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Rio Grande do Sul (Amapergs), Flávio Berneira, também terão o trabalho reduzido. “Durante a greve, o trabalho era zero”, comentou ele. Nesse período, não foi feita a transferência de presos nem o transporte dos mesmos para as audiências, além da limitação das visitas de familiares. Neste final de semana, segundo Berneira, serão realizadas assembleias nas principais cidades do Estado para discutir a retomada da greve.

continua após o anúncio

Independentemente da continuidade ou não das paralisações, os servidores públicos definiram uma pauta única para a próxima semana: as votações na Assembleia. “Nós vamos concentrar nossos esforços na Assembleia, enquanto os deputados estiverem lá dentro, nós também estaremos”, adiantou Sérgio Arnoud, presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs).

A criação da Lei Estadual de Responsabilidade Fiscal, a instituição do regime de previdência complementar dos futuros servidores e a transformação da licença-prêmio em capacitação estão entre projetos que os servidores são contra. “Nós vamos estar lá de manhã, de tarde e se os deputados ficarem lá à noite, nós também vamos ficar para pressionar a não votarem nenhum projeto que nos ataque”, completou a presidente do Comando dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato).

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247