Secretário diz que perdeu R$ 76 milhões com arresto
Secretário Estadual de Meio Ambiente, André Corrêa, criticou a decisão da Justiça de confiscar as contas do estado para pagar os aposentados e afirmou que, para este ano, foram perdidos R$ 76 milhões que seriam usados para a despoluição da Lagoa da Barra, onde apareceram gigogas recentemente; "Eles arrestaram R$ 400 milhões. Para esse ano, eu perdi R$ 76 milhões. Esse empréstimo era específico pra Lagoa", disse Corrêa, referindo-se à decisão judicial que garantiu o pagamento do salário atrasado de 137 mil aposentados do Rio
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Rio 247 - O secretário Estadual de Meio Ambiente, André Corrêa, criticou a decisão da Justiça de confiscar as contas do estado para pagar os aposentados e afirmou que, para este ano, foram perdidos R$ 76 milhões que seriam usados para a despoluição da Lagoa da Barra, onde apareceram gigogas recentemente.
"Eles arrestaram R$ 400 milhões. Para esse ano, eu perdi R$ 76 milhões. Esse empréstimo era específico pra Lagoa", disse Corrêa, referindo-se à decisão judicial que garantiu o pagamento do salário atrasado de 137 mil aposentados do Rio. A entrevista foi concedida ao Bom Dia Rio.
De acordo com o secretário, as ecobarreiras que foram colocadas na Lagoa pra tentar conter a ploriferação de gigogas, são medidas paleativas. O titula da pasta afirmou que a obra foi licitada em 2013, mas exigências feitas pelo Ministério Público fizeram com que houvesse um atraso.
Corrêa disse que "o estado brasileiro, na sua organização, está caindo de podre. Essa obra foi licitada em 2003, há 13 anos atrás. A palavra que vem no meu coração é frustração, porque nós tínhamos os recursos depositados, fizemos a licitação e eu estou há um ano e meio, desde que eu cheguei, pra tentar começar essa obra".
"A lei estadual dizia que, pra fazer essa dragagem, que a gente tinha o dinheiro, precisava apenas de um relatório ambiental simplificado. Houve uma série de exigências, foram mais de 20 do Ministério Público Federal, e a gente atrasou isso mais de um ano e meio [...]. Parece que eu ia fazer uma termoelétrica nuclear ali na Lagoa", complementou.
O secretário afirmou que respeita o Ministério Público, mas que as exigências e o arresto de contas são as causas, atuais, para o impedimento das obras. Segundo ele, “o dinheiro [o estado] tinha". "Eu fiquei um ano e meio para tentar cumpri outras exigências do Ministério Público para começar essa obra. Eu respeito o Ministério Público, é legítima a intervenção do Ministério Público, mas ela foi excessiva. Agora, a gente já cumpriu todas [as exigências]. Levamos um ano pra cumprir todas, novas audiências, mais estudos", disse..
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