São Paulo tem ato ecumênico em defesa de padre Júlio Lancelotti e da população em situação de rua

Ato ecumênico em defesa do padre Júlio Lancellotti e da população em situação de rua de São Paulo será realizado em frente à paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca. O ato também contará com a presença de lideranças políticas e sociais

Padre Julio Lancellotti
Padre Julio Lancellotti (Foto: Reprodução/Instagram)


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Rede Brasil Atual - Ativistas realizam nesta sexta-feira (25), a partir das 18h, um ato ecumênico em defesa do padre Júlio Lancellotti e da população em situação de rua de São Paulo. Organizada pelos comitês Lula Livre, Frente Brasil Popular e Jornalistas Livres, a vigília será em frente à paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca, zona leste da capital paulista. Representantes de diferentes religiões, como o evangélico Pastor Ariovaldo Ramos, estarão no ato que contará também com a presença de lideranças políticas e sociais.

Reconhecido pelo seu trabalho há mais de 30 anos em defesa da população sem-teto, o coordenador da Pastoral do Povo da Rua vem sofrendo uma série de ameaças pelas redes sociais após ser atacado virtualmente por um candidato da extrema direita à prefeitura de São Paulo. Em entrevista nesta semana ao Jornal Brasil Atual, o padre Júlio comentou que já perdeu a conta de quantas vezes foi ameaçado. Segundo ele, os ataques o deixam preocupado, mas seu maior receio é com a segurança dos moradores em situação de rua. 

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“Isso atinge, me preocupa por causa da minha família. Quando eu tinha minha mãe, me preocupava por causa dela. Hoje tenho os meus sobrinhos, mas sobretudo a minha preocupação é a segurança dos irmãos de rua. O governo reclama que eu não recebo escolta, que eu não aceito recebê-la. Mas a minha proteção é não maltratar os moradores de rua. Não agredi-los, tirar o rapa”, relatou, à jornalista Marilu Cabañas.

União e resistência

O ex-deputado, militante dos direitos humanos e coordenador do Comitê Lula Livre, Djalma Bom, defende, contudo, que é preciso dar uma resposta às intimidações feitas ao padre. À repórter Larissa Bohrer, da Rádio Brasil Atual, Djalma destaca que o ato ecumênico desta sexta foi a forma encontrada de demonstrar a importância do pároco junto ao povo de rua e o respeito dos paulistanos por ele. “Precisamos mostrar a nossa força, indignação e apoio ao padre Júlio Lancellotti”, afirma o ativista. 

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Essa não é a primeira vez que a população em situação de rua é vista com desprezo por pessoas que acham que elas estão lá porque querem. A primeira dama, Bia Doria, chegou a dizer que não seria correto alimentar moradores em situação de rua. Isso porque “a rua hoje é um atrativo”, sugeriu. Falas como essas, segundo Djalma, agravam o quadro “de que a vida humana não tem valor”, principalmente com o que chama de descaso do governo Bolsonaro com a pandemia. A maior crise sanitária que já fez mais de 140 mil vítimas do novo coronavírus. Para ele, todo esse descaso se reflete nas ameaças contra o líder religioso. 

“Uma prova da opção dos fascistas pela morte é o que está acontecendo aqui em São Paulo, as ameaças ao padre Júlio Lancellotti. Nós precisamos usar todas as trincheiras que temos na defesa da vida, da democracia, e estar sempre atento sobre o que está por trás dessas atitudes fascistas do governo Bolsonaro.”

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O início da transmissão do ato está marcado para as 17h30. Os participantes presenciais irão levar e acender velas em pequenos grupos para seguir as exigências da Organização Mundial da Saúde (OMS). As máscaras de proteção serão indispensáveis. Toda a transmissão da vigília poderá ser acompanhada online pelas redes sociais do Jornalistas Livres

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