Russomanno adota discurso de Bolsonaro: 'se essa vacina é tão boa assim, vai lá, começa na China'
"Eu quero muito, todos aqui querem uma vacina. Mas se ela é tão boa assim, mas se essa vacina é tão boa assim, vai lá, começa na China, aplicando nas pessoas", disse o candidato a prefeito de SP Celso Russomanno (Republicanos)
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247 - O candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (4) que a vacina contra o coronavírus deveria ser testada em quem já está doente, além de crianças e idosos.
"A vacina está sendo testada em adultos sãos, nenhum com covid. Não está sendo testada em crianças, não está sendo testada nos idosos e não está sendo testada nos doentes. São as etapas por onde uma vacina deve passar. Isso não está acontecendo", disse ele durante evento na Associação Paulista de Imprensa.
"Os efeitos colaterais imediatos a gente pode prever, mas os a longo prazo, não. Toda vacina tem que passar por esse processo. Eu quero muito, todos aqui querem uma vacina. Mas se ela é tão boa assim, mas se essa vacina é tão boa assim, vai lá, começa na China, aplicando nas pessoas", complementou.
O discurso seguiu a linha de Jair Bolsonaro, que tem atacado a China por causa da pandemia. No mês passado, ele cancelou o acordo firmado pelo Ministério da Saúde para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.
A afirmação do candidato é oposta ao propósito básico de uma vacina - ela é um imunizante, e não um medicamento, ou seja, o objetivo é prevenir uma doença, não curar.
Ao jornal O Estado de S.Paulo, o médico infectologista Jamal Suleiman, do Hospital Emílio Ribas, afirmou que "isso mostra o absoluto desconhecimento de como funciona um ensaio clínico".
De acordo com o especialista, autoridades sempre começam os testes em adultos não idosos antes de passarem a incluir crianças e pessoas de idade. "Idosos vão perdendo a sua capacidade de resposta imunológica, um fenômeno conhecido há pelo menos um século", acrescentou ele, ao explicar o por que de os teste nos mais velhos ficarem para segundo plano.
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