Rodrigo Maia recebeu caixa 2 de R$ 350 mil em ano que não se candidatou
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu pai, o vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), que são alvo de inquérito por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, teriam recebido R$ 350 mil da Odebrecht para campanhas eleitorais em 2008; detalhe: naquele ano, nem pai e nem filho se candidataram; acusação de que os R$ 350 mil teriam sido repassados a Rodrigo Maia foi feita pelo delator da Lava Jato e ex-executivo da empreiteira Benedicto Barbosa da Silva Júnior
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Rio 247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu pai, o vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), que são alvo de inquérito por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, teriam recebido R$ 350 mil da Odebrecht para campanhas eleitorais em 2008. Detalhe: naquele ano, nem pai e nem filho se candidataram.
A acusação de que os R$ 350 mil teriam sido repassados a Rodrigo Maia foi baseada na delação premiada do ex-executivo da empreiteira Benedicto Barbosa da Silva Júnior, responsável pelo setor de Operações Estruturadas da Odebrecht (que ficou conhecido como o "departamento da propina").
Segundo o delator, , em 2008, Rodrigo Maia pediu "em torno de R$ 350 mil, a pretexto de contribuição para campanha eleitoral". O pedido de investigação porém, destaca que "Cesar Maia e Rodrigo Maia não foram candidatos na eleição de 2008". Pagamentos teriam sido efetuados por João Borba Filho, que também é delator da Lava Jato, que teria repassado o valor para João Marcos, assessor indicado por Rodrigo Maia.
"Cesar Maia e Rodrigo Maia tinham um poder de influência muito grande no sistema político do Rio de Janeiro, portanto, a Odebrecht objetivava ter uma relação próxima com ambos", observam os investigadores no documento. Também existe a suspeita de que Rodrigo Maia teria agido em prol da empreiteira para aprovar uma medida provisória e interesse da Odebrecht.
Rodrigo Maia nega as acusações e afirma que recebeu apenas doações legais. "Todas as doações que recebi foram solicitadas dentro da legislação, contabilizadas e declaradas à Justiça, em cumprimento à lei eleitoral. O processo vai comprovar que são falsas as citações dos delatores. Eu confio na Justiça, no Ministério Público e na Polícia Federal, e estou seguro que os fatos serão esclarecidos, e os inquéritos, arquivados", disse por meio de sua assessoria.
Cesar Maia nega ter recebido doações da Odebrecht. "A investigação vai mostrar que Cesar Maia nunca recebeu doação da Odebrecht, somente do partido. A construtora doou primeiro ao DEM que depois repassou os valores aos seus candidatos. Só após a eleição, com as contas abertas, se tinha conhecimento da origem do dinheiro", por meio de nota.
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