Rodoviários fazem manifestação no Rio

Rodoviários que participaram da paralisação de ônibus na capital fluminense farão manifestação e assembleia na Candelária, centro, onde decidirão pela continuação ou não da greve na semana que vem; a categoria não concorda com o aumento de 10% de reajuste salarial e 40% de aumento na cesta básica; após os reajustes, o salário básico de um motorista ficou em R$1.957,86 e o de um cobrador, R$1.080,39

Rodoviários que participaram da paralisação de ônibus na capital fluminense farão manifestação e assembleia na Candelária, centro, onde decidirão pela continuação ou não da greve na semana que vem; a categoria não concorda com o aumento de 10% de reajuste salarial e 40% de aumento na cesta básica; após os reajustes, o salário básico de um motorista ficou em R$1.957,86 e o de um cobrador, R$1.080,39
Rodoviários que participaram da paralisação de ônibus na capital fluminense farão manifestação e assembleia na Candelária, centro, onde decidirão pela continuação ou não da greve na semana que vem; a categoria não concorda com o aumento de 10% de reajuste salarial e 40% de aumento na cesta básica; após os reajustes, o salário básico de um motorista ficou em R$1.957,86 e o de um cobrador, R$1.080,39 (Foto: Leonardo Lucena)


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Flavia Villela -  Agência Brasil

Rodoviários que participaram da paralisação de ônibus na capital fluminense ontem (8) farão manifestação e assembleia a partir das 16h de hoje (9), na Candelária, centro, onde decidirão pela continuação ou não da greve na semana que vem.

A cobradora Maura Lúcia Gonçalves - uma das lideranças do movimento grevista, afirmou que a proposta feita pelo grupo na assembleia com o sindicato havia sido aprovada. "E 20 dias depois, saiu em um jornalzinho que já haviam assinado os 10% de aumento, que não é nada", contestou ela.

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O acordo feito no mês passado entre o Sintraturb e o Rio Ônibus determinou aumento 10% de reajuste salarial e 40% de aumento na cesta básica. Com os reajustes, o salário básico de um motorista ficou em R$1.957,86 e o de um cobrador, R$1.080,39. O tíquete alimentação é de cerca de R$130 por mês.

O grupo dissidente pede cerca de 40% de aumento no salário e cesta básica de R$400, além de condições dignas de trabalho. "Plano de saúde, alimentação, banheiro. Não temos benefício nenhum", disse Maura, ao negar que os grevistas tenham utilizado da violência para evitar que os ônibus circulassem na cidade. "O ônibus é o nosso ganha pão, então não vamos destruir nosso sustento. O trabalhador não fez isso" alegou ela.

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O vice-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sintraturb) do Rio de Janeiro, Sebastião José da Silva, informou que entregou hoje ao Ministério Público do Trabalho (MPT) documentação que comprova que o acordo com as empresas de ônibus de aumento salarial foi fechado dentro da legalidade, visto que o grupo que liderou a paralisação havia feito denúncia no MPT contra o sindicato.

Ele informou que 90% dos rodoviários da cidade compareceram ao trabalho, mas não saíram das garagens por medo da violência. "Algumas empresas não deixaram os ônibus saírem da garagem. Então não podemos concordar que estes funcionários tenham seu dia descontado, uma vez que foram ontem, cumprir com suas obrigações", declarou o sindicalista. "Se as empresas têm medo da segurança, devem pedir segurança ao governo. Os funcionários não podem pagar por isto", disse ele ao apontar envolvimento de milicianos nos atos de violência.

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As empresas de ônibus do Rio de Janeiro entraram hoje com ações para responsabilizar criminalmente os líderes dissidentes responsáveis pela paralisação dos ônibus na capital fluminense que teve um saldo de 460 ônibus depredados e pelo menos 6 rodoviários que trabalhavam ficaram feridos, segundo o sindicato das empresas de ônibus, Rio Ônibus. O presidente do Rio Ônibus, Lélis Teixeira, informou que os prejuízos materiais foram de pelo menos R$ 2 milhões, além de R$ 18 milhões pelas passagens que deixaram de ser faturadas pela falta de passageiros.

“As empresas que tiveram enormes prejuízos, resolveram processar as lideranças e estão dando entrada nas delegacias das áreas com pedido de apuração de crimes contra o patrimônio, e os rodoviários que sofreram violência”, contou ele ao informar que o sindicato entrou com ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ontem, para que a paralisação fosse considerada abusiva. Entretanto, o pedido foi indeferido pelo TRT nesta sexta-feira.

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No Ministério Público, o sindicato entrou nesta manhã com pedido de reparação pelos prejuízos gerados com as depredações. A  Associação Comercial da cidade comunicou ter tido prejuízo de mais de R$250 milhões pelo fechamento dos estabelecimentos.

O empresário ressaltou que não haverá renegociação de salários e que as empresas tomarão todas as medidas preventivas para que não ocorra nova paralisação. Além das ações, o sindicato informou que atuará em parceria com a Polícia Militar para rastrear veículos que perseguirem ônibus que estejam funcionando em uma futura paralisação. “Até segunda-feira (12), devemos um  ter plano de contingência com a prefeitura para evitar que a população seja prejudicada”.

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