Rioprevidência só terá equilíbrio em 2050
Em dificuldades para equilibrar as contas, o Rioprevidência — fundo de aposentados e pensionistas do estado — anunciou uma reestruturação em 2013; a meta é que os benefícios de novos segurados sejam pagos exclusivamente com recursos do próprio fundo; mas, de acordo com o presidente da entidade, Gustavo Barbosa, o equilíbrio financeiro do fundo será alcançado apenas entre 2050 e 2055; Rioprevidência tem um peso significativo sobre as dificuldades financeiras do estado do Rio; dos R$ 17,2 bilhões necessários para este ano, apenas R$ 5 bilhões serão garantidos pelas contribuições dos servidores; como consequência, o déficit previsto para 2016 é de R$ 12,2 bilhões
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Rio 247 – Em dificuldades para equilibrar as contas, o Rioprevidência — fundo de aposentados e pensionistas do estado — anunciou uma reestruturação em 2013. A meta é que os benefícios de novos segurados sejam pagos exclusivamente com recursos do próprio fundo. Mas, de acordo com o presidente da entidade, Gustavo Barbosa, o equilíbrio financeiro do fundo será alcançado apenas entre 2050 e 2055.
O plano do Rioprevidência para ajustar suas contas é dividido. Servidores que ingressaram no fundo a partir de setembro de 2013 são enquadrados em um modelo de previdência mais conservador.
Entre as regras mais rígidas, está a inclusão de uma expectativa de vida maior que a prevista pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, por exemplo, o que resulta em um maior aporte do governo. A ideia é que, no futuro, o retorno sobre os investimentos garanta a sustentabilidade da carteira. Atualmente, esse novo modelo conta com apenas 17 mil segurados. O mais antigo tem mais de 250 mil.
“Existe um caminho até chegar a esse momento. Hoje, tem uma evolução de despesas, que continuará, porém em ritmo menor nos próximos anos, ficando bem menor a partir de 2030, até o equilíbrio total entre 2050 e 2055”, disse Barbosa conforme relato do Globo.
Rioprevidência tem um peso significativo sobre as dificuldades financeiras do estado do Rio. Dos R$ 17,2 bilhões necessários para este ano, apenas R$ 5 bilhões serão garantidos pelas contribuições dos servidores. Como consequência, o déficit previsto para 2016 é de R$ 12,2 bilhões.
Antes de o setor de petróleo entrar em crise, os royalties e participações especiais da exploração de óleo e gás garantiam a saúde financeira do Rioprevidência. Em 2014, por exemplo, essas receitas responderam por 55% das despesas do fundo.
Em 2015, com o barril do petróleo na casa dos US$ 50, o governo teve de recorrer ao dinheiro dos depósitos judiciais para levantar R$ 6,7 bilhões e tapar o rombo. Em 2016, o déficit precisa ser coberto pelo Tesouro Estadual. O Rioprevidência estima que, por mês, sejam necessários repasses de R$ 450 milhões, para completar a folha de R$ 1,2 bilhão.
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