Rio terá até 20 mil agentes por dia durante a Copa

Já na próxima sexta-feira, 20 dias antes do Mundial, começará a ação integrada entre as forças policiais e militares para garantir a tranquilidade do evento; as informações foram divulgadas nesta terça por integrantes das corporações das três esferas de governo que participam do Centro Integrado de Comando e Controle, que sediará a coordenação local de segurança

Já na próxima sexta-feira, 20 dias antes do Mundial, começará a ação integrada entre as forças policiais e militares para garantir a tranquilidade do evento; as informações foram divulgadas nesta terça por integrantes das corporações das três esferas de governo que participam do Centro Integrado de Comando e Controle, que sediará a coordenação local de segurança
Já na próxima sexta-feira, 20 dias antes do Mundial, começará a ação integrada entre as forças policiais e militares para garantir a tranquilidade do evento; as informações foram divulgadas nesta terça por integrantes das corporações das três esferas de governo que participam do Centro Integrado de Comando e Controle, que sediará a coordenação local de segurança (Foto: Gisele Federicce)


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Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

O esquema de segurança do Rio de Janeiro durante a Copa do Mundo contará com até 20 mil agentes nos dias mais críticos e, já na próxima sexta-feira (23), 20 dias antes do Mundial, começará a ação integrada entre as forças policiais e militares para garantir a tranquilidade do evento, com um emprego inicial de cerca de 5 mil homens, contingente que crescerá até o início do Mundial, atingindo o pico na decisão.

As informações foram divulgadas hoje (20) por integrantes das corporações das três esferas de governo que participam do Centro Integrado de Comando e Controle, que sediará a coordenação local de segurança. O planejamento inclui as Forças Armadas, as policias estaduais de segurança, a Guarda Municipal e as polícias Federal e Rodoviária Federal, além do Corpo de Bombeiros. Dentre essas forças, a Polícia Federal (PF) não divulgou o contingente, alegando motivos estratégicos.

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De acordo com o delegado Anderson Bichara, da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, a operação é a maior da história da PF, superando a que foi montada para a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações e a Rio+20. Os policiais federais controlarão a entrada de agentes estrangeiros e armas, fiscalizarão as empresas de segurança privada, manterão o papel de polícia judiciária e terão centros operacionais nos dois aeroportos e no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Um delegado da PF e agentes acompanharão diariamente cada delegação.

O maior número de homens empregados na operação caberá à Polícia Militar, que terá um efetivo diário de 8,1 mil homens e manterá sua função de policiamento ostensivo, com reforço na área do Maracanã, nas proximidades dos hotéis e centros de treinamento das delegações, das autoridades e da Fifa, em estações de metrô, aeroportos e pontos turísticos. De acordo com o chefe do setor de planejamento da PM, tenente-coronel Marcelo Rocha, o esquema especial começou no início de maio, entre outros motivos por causa do aumento da criminalidade neste ano.

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As unidades de Polícia Pacificadora funcionarão em esquema especial de escala para reforçar o policiamento, e um comando extraordinário foi criado na PM, com dois batalhões de campanha para atuar na Copa. Serão utilizadas 780 viaturas no policiamento da cidade, além de cinco barcos e cinco helicópteros.

As Forças Armadas participarão da segurança com mais de 5 mil homens. O Exército contribuirá com o maior número, 3,1 mil, seguido pela Marinha, com 1,2 mil, e pela Aeronáutica, com 900. A área de atuação do Exército na cidade será concentrada na zona sul, no centro, na região da Grande Tijuca e na parte da zona oeste, que corresponde à Baixada de Jacarepaguá. Fora da capital fluminense, ela inclui a Granja Comari, em Teresópolis; e o Resort Porto Belo, em Mangaraitba, onde ficará a delegação italiana. A Aeronáutica cuidará dos aeroportos e a Marinha fará a vigilância da costa da capital e da Baía de Guanabara. Entre as atribuições das Forças Armadas também está a segurança cibernética.

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A Polícia Civil dobrará o efetivo diário nas áreas que interessam à Copa, com mais de 900 agentes dedicados ao evento. O atendimento aos turistas será reforçado com 156 agentes com fluência em língua estrangeira. A Polícia Civil tem sido responsável por monitorar as redes sociais para prever possíveis manifestações e identificar suspeitos de envolvimento em protestos violentos.

Já a Polícia Rodoviária Federal vai empregar cerca de 800 policiais para patrulhar as cinco principais rodoviais de chegada à cidade. A PRF também vai compor as equipes de batedores que acompanharão as delegações e serão coordenadas pelas Forças Armadas. À Guarda Municipal caberá, entre outras atribuições, a tarefa de fiscalizar a publicidade irregular e a venda de produtos não autorizados, como cerveja, no entorno do Maracanã, com mais de mil homens por dia nas ruas. O reforço do Corpo de Bombeiros aumentou o efetivo para cerca de 1,2 mil homens em dia de jogo. A corporação, uma das principais responsáveis pelo plano de contingência do Maracanã, preparou grupos táticos que trabalharão ao longo das vias expressas para reduzir ao máximo possível o tempo de atendimento aos chamados.

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