Rio tem uma denúncia de tortura em presos a cada 18 horas
O estado do Rio registra, a cada 18 horas, uma denúncia de tortura cometida contra presos por suspeita de cometerem crimes; são quase mil relatos apenas nos últimos dois anos; de setembro de 2015 a setembro de 2017, 3.677 de 11.689 detidos relataram algum tipo de agressão; durante audiências de custódia, 979 afirmaram terem sido torturados; os dados foram obtidos pelo G1, responsável pelos relatos deste matéria, e fazem parte de um relatório inédito da Defensoria Pública; de acordo com os autores da denúncia, os PMs foram os principais agressores: 2.105 casos
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Rio 247 - O estado do Rio de Janeiro registra, a cada 18 horas, uma denúncia de tortura cometida contra presos por suspeita de cometerem crimes. São quase mil relatos apenas nos últimos dois anos. De setembro de 2015 a setembro de 2017, 3.677 de 11.689 detidos relataram algum tipo de agressão. Durante audiências de custódia, 979 afirmaram terem sido torturados. Os dados foram obtidos pelo G1, responsável pelos relatos deste matéria, e fazem parte de um relatório inédito da Defensoria Pública.
De acordo com os autores da denúncia, os PMs foram os principais agressores: 2.105 casos. A violência praticada por militares representa quase 63% das denúncias de agressões.
Policiais civis, agentes penitenciários, guardas municipais e pessoas que tentam fazer justiça com as próprias mãos também são apontados como autores das agressões.
A PM informou que precisa de "casos específicos" para passar cada acompanhamento, porque não possui um sistema de dados integrados que faça esse levantamento.
A Polícia Civil disse que não recebeu reclamações ou informações de registros sobre estes casos nos últimos dois anos. "Quando há, lógico que investigamos", diz a nota.
A assessoria de imprensa da Operação Segurança Presente negou ter tido conhecimento de registro de agressão ou tortura praticada por agentes nos dois anos de atuação. "Vale esclarecer que todas as abordagens são filmadas para dar transparência às ações. Estas imagens ficam armazenadas e estão à disposição da Justiça".
A Guarda Municipal informa que desconhece as denúncias. "As sindicâncias são feitas com base em denúncias registradas na corregedoria da Guarda".
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