Rio lança projeto contra mudanças climáticas
A Prefeitura do Rio lançou o Projeto Rio Resiliente, que tem como objetivo aumentar a capacidade do município de se recuperar de catástrofes provocadas pelas mudanças climáticas e diminuir os impactos aos moradores; o Rio de Janeiro é a primeira cidade do hemisfério Sul a lançar o programa e já integra do bloco das '100 Resilient Cities', idealizado pela fundação americana Rockfeller
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Rio 247 - A Prefeitura do Rio lançou, na manhã desta quinta-feira (21), o Projeto Rio Resiliente, q tem como objetivo aumentar a capacidade do município de se recuperar de catástrofes causadas pelas mudanças climáticas e diminuir os impactos aos moradores. O Rio de Janeiro é a primeira cidade do hemisfério Sul a lançar o programa e já integra do bloco das '100 Resilient Cities', idealizado pela fundação americana Rockfeller. São mais de R$ 4 bilhões investidos em ações de resiliência na capital, como o aumento na contenção de encostas, a obra do piscinão da Praça da Bandeira e treinamento humano. Todas essas obras estarão prontas até 2016, segundo o Executivo municipal.
O pontapé inicial do projeto foi a produção de um documento com diagnóstico apontando os principais riscos relacionados às alterações climáticas na cidade, como chuvas, ondas de calor, ventos intensos, elevação no nível do mar e dengue.
Durante o lançamento do projeto, o prefeito Eduardo Paes afirmou que, apesar dos investimentos, a cidade continuar correndo riscos. "Não estamos dizendo que o Rio está preparado para qualquer evento climático. Esse programa não significa que todos os problemas estão resolvidos. O que buscamos é minimizar impactos naturais", disse.
Segundo o gestor, caso as mudanças climáticas provoquem chuvas ainda maiores que a série histórica, o município pode ser impactado. "Sempre há risco. Em qualquer cidade do mundo, não há uma solução definitiva para esses problemas", acrescentou.
Para atingir os objetivos do projeto, um departamento de resiliência foi criado no Centro de Operações Rio (COR). Segundo o Chefe do Comitê Gestor, Pedro Junqueira, quatro áreas serão focadas: mudanças climáticas, resiliência sócio-econômica, gestão e comportamento resiliente.
O processo de resiliência no Rio teve início em 2010 com a criação do COR, que dispõe de todos os recursos para realização de mapeamentos de riscos da cidade, como foram feitos nas comunidades do maciço da Tijuca. "Nós já temos um trabalho muito intenso com moradores em área de risco mapeadas. É importante que as pessoas acreditem nas sirenes quando tocam, por exemplo. Além disso, também há a questão de não jogar lixo nos rios e cuidar da cidade. Esse é o papel que a população deve ter", alertou Eduardo Paes.
O prefeito considera a Zona Oeste a área mais preocupante da cidade, pelo seu crescimento acelerado. "A região da Baía de Sepetiba já é uma área muito alagada. A prefeitura tem se esforçado muito naquela região, porque está claro que quanto mais a cidade se expandir para o oeste, vamos estar aumentando os riscos de quem se mudar para lá", afirmou.
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