‘Rio deve investir na educação para sair da crise’
O presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (Alerj), Comandante Bittencourt (PPS), reconheceu que "o estado passa por um momento fiscal muito difícil, mas isso não nos impede de cobrar melhorias. Acredito que a melhor saída para esse cenário seria um maior investimento na educação e na inteligência das pessoas"; "A educação é que faz um estado e um país serem grandes”, acrescentou ele, durante audiência para discutir a situação do Colégio de Aplicação da Uerj (Cap-Uerj)
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
O deputado estadual e presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Comandante Bittencourt (PPS), afirmou na manhã desta quarta-feira (25), durante audiência pública realizada para discutir a situação do Colégio de Aplicação da Uerj (Cap-Uerj), que a melhor saída para o estado vencer a grave crise que enfrenta é investir na educação. A unidade completou hoje uma semana de ocupação.
“A gente sabe e entende que o estado passa por um momento fiscal muito difícil, mas isso não nos impede de cobrar melhorias. Acredito que a melhor saída para esse cenário seria um maior investimento na educação e na inteligência das pessoas. A educação é que faz um estado e um país serem grandes”, acrescentou.
Bittencourt classificou a ocupação como positiva e disse que os estudantes não estão fazendo nada mais que reivindicar direitos. “Eles só querem melhores condições para estudar. A gente vê que aqui tem muitos problemas estruturais, como a falta de um bandejão. Havia a promessa de ser construído, mas acabou virando um terreno vazio, sem utilidade. Cobrar isso é direito sagrado deles. Ver essa gana por resultados e melhorias da parte dos alunos é muito positivo para a sociedade”.
Ocupação
A professora e mãe de aluno do Cap-Uerj, Adriana Freitas, citou os problemas enfrentados por quem estuda no colégio e destacou o fato do colégio não possuir um restaurante para os alunos. “A infraestrutura daqui deixa muito a desejar, tanto a do colégio quanto a pedagógica. Faltam professores e alimentos para os alunos".
Vice-diretora da unidade, Mariana Valim manifestou-se a favor do movimento dos alunos, mas destacou que não há envolvimento com a ocupação. Segundo ela, a audiência pública serve para divulgar os problemas do colégio. “A direção tem apoiado totalmente a luta dos alunos. A gente sabe o que eles passam e a recíproca é verdadeira, mas a gente procura não se intrometer. Essa audiência é muito importante para trazer visibilidade ao momento que estamos passando. Temos esperança de que assim as coisas possam caminhar.”
Nota
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) i nformou que respeita a autonomia administrativo-educacional da instituição e que está à disposição para ajudar no que for preciso. Para a secretaria, a paralisação de aulas não é a solução ideal, pois interfere no processo educacional dos jovens e nas rotinas de suas famílias.
O texto também destacou que os salários dos professores estão em dia, seguindo o calendário divulgado pelo governo, e que a unidade não tem déficit de professores, conforme apurado por uma comissão formada para avaliar a situação do CAp-Uerj. A secretaria afirmou que há 19 professores aprovados em concurso aguardando apenas o fim da greve e a convocação da Uerj para iniciarem os trabalhos.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247