Reservas da OGX foram superestimadas

Segundo estudo independente da DeGolyer & MacNaughton, volume no campo de Tubarão Martelo seria em torno de um terço do calculado pela empresa de Eike Batista no ano passado; lado positivo é que surge pela primeira vez prova de reservas certificadas

Segundo estudo independente da DeGolyer & MacNaughton, volume no campo de Tubarão Martelo seria em torno de um terço do calculado pela empresa de Eike Batista no ano passado; lado positivo é que surge pela primeira vez prova de reservas certificadas
Segundo estudo independente da DeGolyer & MacNaughton, volume no campo de Tubarão Martelo seria em torno de um terço do calculado pela empresa de Eike Batista no ano passado; lado positivo é que surge pela primeira vez prova de reservas certificadas (Foto: Roberta Namour)


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247 – Em mais um mico de Eike Batista, estudo revela que as reservas provadas do campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, da OGX, ficaram abaixo do estimado pela companhia em abril do ano passado.

Na ocasião, o volume divulgado foi de 285 milhões de barris de óleo. No entanto, segundo a consultoria independente DeGolyer & MacNaughton, as reservas provadas no nível 3P (com maior nível de incerteza) são de 108,5 milhões de barris. Já na categoria 2P (no qual, o grau de incerteza é menor), a OGX informou que as reservas seriam de 87,9 milhões de barris. Não foram encontradas reservas em nível 1P, a que tem 100% de certeza de comercialidade.

Segundo consultor ouvido pelo Globo, o anúncio foi positivo porque mostra que, pela primeira vez, há reservas provadas certificadas. “O lado negativo é que o volume é abaixo do anunciado na declaração de comercialidade do campo”, acrescentou Pedro Zalán da Zag Consultoria em Exploração de Petróleo.

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A petroleira OGX anunciou esta semana o não pagamento de juros remuneratórios no valor de cerca de 45 milhões de dólares decorrentes de bônus emitidos no exterior que venceriam, no primeiro passo do que pode vir a ser o maior calote da história por uma empresa latino-americana.

A derrocada da OGX, que já foi considerada o ativo mais precioso do grupo de empresas de Eike, ganhou força após sucessivas frustrações com o nível de produção da petroleira. No início de julho, a companhia decidiu não seguir adiante com o desenvolvimento de algumas áreas na bacia de Campos antes consideradas promissoras.

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