Renata Souza: machismo, racismo e classismo são presentes na política
A candidata à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL, Renata Souza, destacou a importância da representatividade feminina na sociedade e denunciou o preconceito existente no ambiente político. “O pragmatismo político muitas vezes traz doses de machismo, de racismo e de classismo”, disse. Assista
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247 - Convidada desta semana no programa “Um Tom de resistência”, a deputada estadual Renata Souza (PSOL) falou sobre as suas propostas à prefeitura do Rio e se apresentou como uma opção de mudança e renovação no cenário político carioca. “As pessoas vivem um completo desespero e desamparo na cidade do Rio de Janeiro. O atual prefeito que prometeu cuidar delas não cuidou. Por isso, o meu principal programa de governo é implementar uma renda básica de meio salário mínimo para beneficiar as duzentas mil famílias mais pobres do município”, prometeu.
Sobre a dificuldade de ser mulher negra na política, ambiente ocupado majoritariamente por homens brancos, Renata disse que ser mulher e ainda por cima mulher negra “é muito difícil porque o pragmatismo político muitas vezes traz doses de machismo, de racismo e de classismo”. Por isso, continua Renata, "a nossa diversidade precisa estar colocada no campo da política também, porque muitas vezes isso é negado."
Outro tema importante de sua campanha é a segurança pública. Renata revelou que pretende trabalhar em parceria com o governo do estado nessa área e falou da importância de discutir com a Secretaria de Segurança novos rumos para o setor. “Se eu for prefeita da cidade do Rio de Janeiro, eu vou fazer um pacto com a Secretaria de Segurança da cidade, para que não haja operações policiais perto de escolas, hospitais e postos de saúde. Já tivemos casos de estudantes morrendo dentro da escola, por causa dessas operações. Isso é o mínimo que um prefeito preocupado com a vida da população deve fazer.”
Questionada sobre as suas propostas para a educação municipal, Renata Souza lembrou que estudou num CIEP e manifestou a sua vontade de reativar o formato de ensino integral para as crianças e adolescentes da cidade. “Eu estudei num CIEP da favela da Maré e defendo o ensino integral nas escolas municipais. Um ensino, como já foi proposto em outros tempos por Brizola e Darcy Ribeiro, que possa proporcionar emancipação humana. A ideia não é jogar as crianças e os adolescentes lá, sem que tenham perspectivas pedagógicas. A intenção é integrá-los de fato num ambiente social e cultural.”
A saúde no Rio de Janeiro também merece atenção especial por parte da candidata do PSOL. Ela falou da importância das UPAS e dos postos de saúde para o atendimento emergencial da população. “Vamos fazer um diagnóstico geral na saúde da cidade e vamos recontratar as duzentas equipes de saúde da família que foram afastadas pelo atual prefeito e reintegrar à gestão da saúde para a prefeitura. Porque hoje ela está concentrada nas mãos das OSs, através de um processo de mercantilização da saúde do nosso município que se configurou uma verdadeira máfia”, denunciou Renata.
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