Racismo estrutural tem reflexo nas mortes pela polícia, diz chefe do Ministério Público de SP
Representante do MP diz ainda não ver risco de as tropas de São Paulo aderirem a um possível golpe
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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o Chefe do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), órgão responsável por fazer o controle externo das polícias, Mário Luiz Sarrubbo, acredita que combater o racismo estrutural pode sim diminuir a letalidade policial. “Não acho que haja racismo na Polícia Militar ou na Civil, não é isso. Todas as nossas instituições têm esse defeito, é um problema brasileiro como um todo”, analisa. “Isso acaba se refletindo na questão da criminalidade e em consequência na letalidade policial.”
Segundo Sarrubbo, São Paulo está na contramão do Brasil e, após bater recorde no ano passado, vive agora um cenário de queda sustentada da violência policial: “Com as câmeras corporais, deve melhorar ainda mais”, acredita.
O procurador acredita também que é importante a participação da população na diminuição da violência. Na sua opinião, com a maior circulação de armas crescem os confrontos.
Ele ainda defendeu as corporações. Sarrubbo não acredita que em um cenário de ataques e discursos autoritários de Bolsonaro, as tropas de São Paulo aderirem a um possível golpe. “Esse envolvimento de corporações, tenho certeza, não acontecerá”, afirma. “Confio no Congresso Nacional, no Supremo, nas Forças Armadas, nas polícias e no Ministério Público. O Brasil chegará às próximas eleições, o sistema garantirá.”
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