“Quiosque Tropicália deveria ser demolido e um memorial levantado para Moïse”, diz coordenadora do MNU
Fátima Andrea diz que “segurança é papel do Estado” e que o crime aconteceu justamente por conta da “segurança paralela”. Assista na TV 247
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247 - Fátima Andrea, coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU), em entrevista à TV 247, cobrou respostas das autoridades sobre o assassinato brutal do jovem congolês Moïse Kabagambe, morto a pauladas no Quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, no Rio.
>>> PM é operador irregular do verdadeiro quiosque onde trabalhava Moïse
“A sociedade está exigindo resposta e justiça, denunciando. É o próprio povo e os movimentos que estão correndo atrás dos elementos para poder esclarecer esse caso. Porque, se deixar por conta da polícia, eles só sabem dizer que estão investigando, estão sempre investigando os casos. Esse caso não vai sair impune”, disse.
Segundo ela, o assassinato brutal de Moïse é retrato “do que o discurso de ódio no Brasil tem promovido. Essa violência descabida. Nada vai justificar essa barbaridade”. Ela disse ainda que “segurança é papel do Estado” e que o crime aconteceu justamente por conta da “segurança paralela”.
No local do quiosque, Andrea sugeriu um monumento para eternizar a gravidade do que aconteceu.
“Para mim, aquele quiosque tem que ser demolido. Não se trata mais de questão de ter alvará ou não. Aquilo tem que ser demolido e, se possível, ali deveria ser levantado um memorial para lembrar que ali aconteceu algo muito sério no Brasil em 2022, um país que ainda não se acostumou que corpos pretos não são propriedade”, completou.
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