Quebra de sigilos de Flávio Bolsonaro no caso das ‘rachadinhas’ faz dois anos, marcada por incerteza

A quebra de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro completou dois anos, mas o inquérito está parado no Órgão Especial do TJ-RJ após decisão do STJ. Parlamentar e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz já foram denunciados pelo MP do Rio

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz
Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)


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247 - A quebra de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e outras 94 pessoas físicas e jurídicas faz dois anos neste sábado (24), com disputas judiciais e incertezas. Ao todo, 17 acusados foram indiciados, porém as evidências de crimes não são consideradas válidas por causa de questões formais e processuais. Mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão. Seu destino depende de recursos, que ainda serão julgados.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o inquérito está parado no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. A decisão ficou enfraquecida depois do entendimento do da 5ª Turma do STJ de que o Judiciário do Rio deveria ter fundamentado melhor os indiciamentos. 

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Em novembro do ano passado, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) denunciou Flávio Bolsonaro e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O MP do Rio entrou com recurso no STJ pedindo permissão para o Supremo Tribunal Federal (STF) analisar a questão. A quebra de sigilo apontou saques em espécie e transferências diretas para Queiroz, por exemplo. O dinheiro era sacado por funcionários nomeados para cargos de confiança no gabinete de Flávio.

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Queiroz foi preso em junho do ano passado em Atibaia (SP), onde estava escondido de um imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017, segundo o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).

O filho de Jair Bolsonaro afirmou ser inocente e disse que é alvo de perseguição política. Queiroz também negou ter cometido crimes. Já afirmou ganhar dinheiro com a compra e venda de carros. Em outra ocasião, disse que recolhia os salários dos funcionários do gabinete para redistribuir o dinheiro por uma rede mais ampla de colaboradores. 

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