Quase metade dos investigados por 'rachadinha' no gabinete de Carlos são do núcleo familiar da ex-mulher de Jair Bolsonaro

Um total de 14 das 32 pessoas investigadas pelo MP-RJ pertencem ao núcleo familiar de Ana Cristina Siqueira Valle, sendo que nove teriam movimentado cerca de R$ 3 milhões

Ana Cristina Valle e Carlos Bolsonaro
Ana Cristina Valle e Carlos Bolsonaro (Foto: Divulgação)


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247 - Um total de 14 das 32 pessoas investigadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) no âmbito do inquérito que apura a suspeita de um esquema de rachadinha no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) pertencem ao núcleo familiar de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa de Jair Bolsonaro (PL) e ex-chefe de gabinete do parlamentar. 

Segundo o jornal O Globo, ao menos duas pessoas já teriam admitido que nunca trabalharam para o “filho 02” do ex-mandatário. Ainda segundo a reportagem, as investigações do MP-RJ teriam identificado que “nove integrantes do núcleo ligado a Ana Cristina Valle sacaram um total de R$ 3 milhões entre 2005 e 2018, após receberem os salários da Câmara Municipal. Nesse grupo, seis retiraram, em média, valores superiores a R$ 5 mil por mês”. 

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Como os saques ocorreram logo após os pagamentos, o MP suspeita que os valores eram destinados ao suposto esquema de rachadinha que funcionaria no gabinete do vereador. Um laudo elaborado pelo laboratório de Tecnologia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do MP-RJ, com autorização da Justiça, apontou que quatro dos investigados ligados à Ana Cristina transferiram cerca de R$ 27 mil para contas bancárias de titularidade de outras pessoas do gabinete de Carlos Bolsonaro.

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O chefe de Gabinete de Carlos Bolsonaro desde 2018, Jorge Luiz Fernandes, recebeu R$ 2,014 milhões em créditos provenientes das contas de outros seis servidores nomeados pelo filho do ex-mandatário. Fernandes também teria utilizado contas pessoais para pagar despesas de Carlos Bolsonaro. 

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O advogado de Carlos Bolsonaro disse, em nota, lamentar o vazamento de “possíveis documentos e informações que estão sob sigilo determinado pelo Poder Judiciário” e que a divulgação foi feita “de forma seletiva" e "com o nítido intuito de promover ataques ao vereador”. 

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