PT define saída do governo Cabral: 28 de fevereiro
"A relação vai ser amistosa, mas dependendo muito do PMDB, que reiteradas vezes age de forma truculenta. O PMDB vai ter o candidato deles e nós vamos ter nossa candidatura. Nós não trabalhamos com a hipótese de aliança com o PMDB. São candidaturas em campos diferentes", disse o senador Lindbergh Farias, pré-candidato petista ao governo do Rio; PT fluminense se reuniu neste sábado e definiu que no dia 28 de fevereiro fará ato para oficializar saída do governo peemedebista com entrega dos cargos dos quais dispõe
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Rio 247 - O diretório do PT fluminense se reuniu neste sábado e definiu que no dia 28 de fevereiro fará ato para oficializar saída do governo peemedebista com entrega dos cargos dos quais dispõe. Encontro aconteceu nesta manhã no auditório do Sindicato dos Bancários (centro do Rio) com presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e a cúpula decidiu bater pé firme com candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do estado.
Rui Falcão disse que aliança nacional com o PMDB não pode ignorar questões locais, como no Rio Grande do Sul e em São Paulo, onde os parceiros no Planalto estarão em palanques diferentes.
"Não estamos rompendo com o PMDB. Como em outros estados em que o PMDB tomou a iniciativa. Estamos apresentando uma candidatura própria. Nossa expectativa é de que a aliança nacional siga avançando", disse Rui.
Apesar da baixa popularidade do governador Sérgio Cabral, segundo Rui, o PT não omitirá na campanha de Lindbergh a participação que no governo do peemedebista. "Temos um legado que vamos defender como importante para a população fluminense. Da mesma forma que vamos defender os investimentos federais feitos aqui no Rio de Janeiro".
O PT tem duas pastas de primeiro escalão no governo fluminense: Meio Ambiente, do ex-ministro Carlos Minc; e a Assistência Social e Direitos Humanos, de Zaqueu Teixeira. De acordo com o presidente estadual do PT, Washington Quaquá, contudo, o partido tem ao todo entre 600 e 700 cargos no governo.
Conforme matéria do site da Folha de São Paulo, diante da pressão do PMDB nacional sobre os petistas para que Lindbergh saísse da disputa em nome do apoio ao vice-governador Luiz Fernando Pezão, o senador petista considerou reunião deste sábado "uma vitória".
"A relação vai ser amistosa, mas dependendo muito do PMDB, que reiteradas vezes age de forma truculenta. O PMDB vai ter o candidato deles e nós vamos ter nossa candidatura. Nós não trabalhamos com a hipótese de aliança com o PMDB. São candidaturas em campos diferentes", disse Lindbergh.
O senador petista avalia que num eventual segundo turno, ele seria único candidato capaz de bater o ex-governador Anthony Garotinho (PR). Otimismo se sustenta, segundo ele, com pesquisas eleitorais e rejeição popular ao governo do PMDB.
"Somos a força capaz de aglutinar um grande bloco para impedir a vitória do Garotinho. E a vitória do Garotinho, pra mim, seria um retrocesso para o Rio de Janeiro".
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