PSOL expulsa o deputado federal Cabo Daciolo

Político foi oficialmente expulso do partido neste sábado 16, após decisão por 54 votos a 1 do Diretório Nacional, que acatou relatório do Conselho de Ética apontando infidelidade partidária, por descumprir o programa e o estatuto do partido; Daciolo apresentou na Câmara uma PEC para incluir na Constituição o texto "todo poder emana de Deus", apesar da defesa que o PSOL faz do estado laico

Político foi oficialmente expulso do partido neste sábado 16, após decisão por 54 votos a 1 do Diretório Nacional, que acatou relatório do Conselho de Ética apontando infidelidade partidária, por descumprir o programa e o estatuto do partido; Daciolo apresentou na Câmara uma PEC para incluir na Constituição o texto "todo poder emana de Deus", apesar da defesa que o PSOL faz do estado laico
Político foi oficialmente expulso do partido neste sábado 16, após decisão por 54 votos a 1 do Diretório Nacional, que acatou relatório do Conselho de Ética apontando infidelidade partidária, por descumprir o programa e o estatuto do partido; Daciolo apresentou na Câmara uma PEC para incluir na Constituição o texto "todo poder emana de Deus", apesar da defesa que o PSOL faz do estado laico (Foto: Gisele Federicce)


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Rio 247 – O PSOL expulsou oficialmente neste sábado o deputado federal Cabo Daciolo, eleito no ano passado com 50 mil votos após ter ficado conhecido na liderança de uma greve de bombeiros no Rio de Janeiro em 2011. Em sua curta carreira no Congresso, ele disse que o Brasil vive uma ditadura, colocou Deus à frente do mandato e associou os índices de violência ao "baixo" número de militares no País.

Mas o motivo da expulsão foi outro. Daciolo anunciou que apresentaria na Câmara uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) a fim e incluir na Constituição Federal o texto "todo poder emana de Deus". Ele tentou ser dissuadido por colegas do partido, que defende um estado laico, mas o parlamentar seguiu em frente.

A gota d´água para a Executiva do Rio, no entanto, foi quando Cabo Daciolo discursou em plenário defendendo os PMs acusados de envolvimento com o sumiço, tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza no Rio de Janeiro em 2013.

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Na reunião realizada neste sábado, o Diretório Nacional da legenda decidiu, por 54 votos a 1, acatar o relatório do Conselho de Ética, que apontava infidelidade partidária, por descumprir o programa e o estatuto do partido. O partido ainda não decidiu se pedirá o mandato do deputado.

A única a votar contra foi Janira Rocha, que apoiou a candidatura de Daciolo. Em discurso, a ex-deputada estadual reconheceu erros cometidos pelo colega e admitiu que boa parte da militância queria a expulsão, mas acusou o PSOL de perseguição.

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