Protesto termina dividido e dispersado pela polícia

Uma manifestação que reuniu diversos grupos políticos ao longo da Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro terminou dividida; o grupo remanescente acabou dispersado pela polícia com uso de spray de pimenta e bomba de gás; o protesto foi um dos vários que ocorreram em diversas capitais do país e teve, entre temas principais, o apoio à educação e o repúdio aos gastos da Copa do Mundo

Uma manifestação que reuniu diversos grupos políticos ao longo da Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro terminou dividida; o grupo remanescente acabou dispersado pela polícia com uso de spray de pimenta e bomba de gás; o protesto foi um dos vários que ocorreram em diversas capitais do país e teve, entre temas principais, o apoio à educação e o repúdio aos gastos da Copa do Mundo
Uma manifestação que reuniu diversos grupos políticos ao longo da Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro terminou dividida; o grupo remanescente acabou dispersado pela polícia com uso de spray de pimenta e bomba de gás; o protesto foi um dos vários que ocorreram em diversas capitais do país e teve, entre temas principais, o apoio à educação e o repúdio aos gastos da Copa do Mundo (Foto: Leonardo Lucena)


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Agência Rio - Uma manifestação que reuniu diversos grupos políticos ao longo da Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, na tarde e noite desta quinta-feira (15), terminou dividida. O grupo remanescente acabou dispersado pela polícia com uso de spray de pimenta e bomba de gás. O protesto foi um dos vários que ocorreram em diversas capitais do país e teve, entre temas principais, o apoio à educação e o repúdio aos gastos da Copa do Mundo.

O ato começou por volta das 16h, ao lado do prédio da Central do Brasil, onde manifestantes ligados a partidos de esquerda, sindicalistas e estudantes se reuniram a um grande número de professores estaduais e municipais, vindos de uma assembleia da categoria que aprovou a manutenção da greve iniciada na última segunda-feira (13).

Era esperada a adesão de rodoviários, que tinham programada uma assembleia próximo dali, na Igreja da Candelária. No entanto, os motoristas e cobradores de ônibus decidiram não participar da manifestação com receio de que a presença de black blocs pudesse causar danos à imagem do movimento, que voltou ao trabalho depois de dois dias de greve.

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Os professores e os demais integrantes da passeata marcharam até a sede da prefeitura, no bairro Cidade Nova, a cerca de 4 quilômetros da Central do Brasil. Por causa do protesto, a Avenida Presidente Vargas, uma das principais da cidade, que liga o centro à zona norte, ficou bloqueada, afetando outras ruas e avenidas do entorno.

Ao chegar em frente à prefeitura, por volta das 19h, o grupo dividiu-se. Professores e integrantes de partidos políticos decidiram encerrar o ato, enquanto um grupo de aproximadamente 40 black blocs ainda tentou se aproximar do prédio, que estava cercado por um forte efetivo policial. Um álbum de figurinhas da Copa chegou a ser queimado pelos ativistas, em sinal de protesto contra o evento da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

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Por fim, os black blocs decidiram voltar à Central do Brasil, onde policiais militares fizeram revistas em alguns integrantes, o que gerou momentos de tensão. Policiais jogaram spray de pimenta e uma bomba de gás lacrimogêneo contra o grupo, mas os ânimos aos poucos se acalmaram. Por volta das 20h30, ativistas e policiais começaram a se dispersar.

O protesto teve grande presença de jornalistas estrangeiros, que já estão no Brasil para a cobertura da Copa. Para chamar a atenção da mídia internacional, alguns ativistas levavam cartazes escritos em inglês, com dizeres pedindo mais saúde e educação e contra a presença da Fifa.

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*Com Agência Brasil

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