Protesto em Copacabana denuncia 4 mil mortes violentas no Rio

O protesto foi liderado pela organização Rio de Paz e chamou a atenção das pessoas que passavam pela orla, principalmente dos turistas que aproveitam o feriadão na cidade. O coordenador do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que o número de mortes e a naturalização da tragédia pela sociedade são inaceitáveis; “É quase uma Síria", diz ele

Rio de Janeiro - Caixões foram colocados nas areias de Copacabana, como forma de protesto, para denunciar 4 mil mortes por causas violentas no estado neste ano (Repórter Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Caixões foram colocados nas areias de Copacabana, como forma de protesto, para denunciar 4 mil mortes por causas violentas no estado neste ano (Repórter Vladimir Platonow/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

O estado do Rio de Janeiro registrou cerca de 4 mil mortes por causas violentas de janeiro a outubro deste ano, em uma média de 450 casos por mês. Para denunciar o problema, uma manifestação realizada hoje (11) em Copacabana levou à praia seis caixões pequenos, representando a morte de crianças, e três caixões grandes, lembrando a morte de adultos. Também foram estendidas faixas pretas com os nomes de algumas vítimas.

O protesto foi liderado pela organização Rio de Paz e chamou a atenção das pessoas que passavam pela orla, principalmente dos turistas que aproveitam o feriadão na cidade. O coordenador do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que o número de mortes e a naturalização da tragédia pela sociedade são inaceitáveis.

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“É quase uma Síria. Só no último mês vimos quatro policiais morrerem em serviço, um rapaz morador de favela ser executado pela polícia, uma empresária que teve o carro metralhado ao entrar em uma favela e duas crianças que morreram em meio à troca de tiros entre traficantes e policiais. Isto é inaceitável”, disse Costa, citando números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do estado.

Rio de Janeiro - Caixões foram colocados nas areias de Copacabana, como forma de protesto, para denunciar 4 mil mortes por causas violentas no estado neste ano (Repórter Vladimir Platonow/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Caixões foram colocados nas areias de Copacabana, como forma de protesto, para denunciar 4 mil mortes por causas violentas no estado neste ano (Repórter Vladimir Platonow/Agencia Brasil)

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O ativista diz que a sociedade precisa se manifestar e cobrar soluções para a violência. “O povo tem que gritar e o Poder Público não pode ficar esperando que a solução esteja apenas na Secretaria de Segurança. Nós precisamos de investimentos nas favelas, combate à desigualdade social, políticas públicas para os pobres. Estamos vendo a aproximação dos Jogos de 2016 e é triste ver que não haverá legados para as duas principais necessidades do Rio de Janeiro, que são o combate à miséria e à violência”.

A turista de Guarulhos (SP) Pâmela Brasílio se surpreendeu com os números da violência no Rio. “É uma brutalidade, principalmente contra crianças, que não têm nada a ver com a violência. Eu fico pensando como as mães reagiram ao ver seus filhos morrerem. É muita tristeza. Eu senti a dor delas”, disse Pâmela, que trabalha como atendente de telemarketing.

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