Protesto contra mortes no Alemão chega a Copacabana
Um protesto aconteceu em Copacabana, Zona Sul do Rio, em solidariedade à família de Eduardo de Jesus, menino de 10 anos baleado e morto na porta de casa no Conjunto de Favelas do Alemão, zona norte do Rio; os manifestantes colocaram uma cruz na areia e, de preto, carregaram um caixão branco pela orla; segundo o presidente da ONG Rio de Paz e organizador do evento, Antonio Carlos Costa, (o ato) é para mostrar a solidariedade da Zona Sul ao Complexo do Alemão"; "Era para a Zona Sul inteira estar hoje em Copacabana"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Rio 247 - Um protesto aconteceu neste domingo (5) em Copacabana, Zona Sul do Rio, em solidariedade à família do jovem Eduardo de Jesus, menino de 10 anos baleado e morto na porta de casa no Conjunto de Favelas do Alemão, zona norte do Rio. O crime ocorreu na quinta-feira (2). Cerca de 20 pessoas participaram do ato.
Os manifestantes colocaram uma cruz na areia e, de preto, carregaram um caixão branco pela orla. O presidente da ONG Rio de Paz e organizadora do evento, Antonio Carlos Costa, faz um desabafo por conta do baixo número de manifestantes.
"(O ato) é para mostrar a solidariedade da Zona Sul ao Complexo do Alemão. Era para a Zona Sul inteira estar hoje em Copacabana", disse, de acordo com o G1.
Eduardo de Jesus Ferreira brincava no celular na porta de casa nesta quinta (2), quando foi baleado. A família da criança acusa policiais militares, que faziam uma operação na comunidade, de ter dado o tiro que matou Eduardo.
A morte do menino gerou protesto de moradores na região na sexta-feira (3). Manifestantes entraram em confronto com a PM, que lançou bombas de gás e spray de pimenta. No dia seguinte houve nova manifestação na comunidade, mas sem repressão da PM.
O corpo do menino morto será transladado para o Piauí. Veja na reportagem da Agência Brasil:
Isabela Vieira
O corpo do menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, morto em meio a uma troca de tiros no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, será transladado hoje (4), de avião, para a cidade de origem da família no Piauí. Os pais e duas irmãs de Eduardo vão acompanhar o trajeto até a cidade de Corrente, no interior do estado. A família embarcou nesta manhã em voo comercial.
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do estado arcará com todos os custos da viagem, do translado e do sepultamento do corpo do menino.
Eduardo foi atingido por um disparo na última quinta-feira (2), na porta de casa. A suspeita é que o tiro tenha sido disparado por policiais militares. A Divisão de Homicídios investiga o caso e todos os agentes que participaram da operação no dia da morte do menino foram afastados.
“Estamos cercando-os [a família] dos cuidados necessários e fazendo o que está ao nosso alcance para minimizar essa dor. Vamos acompanhá-los com o que for preciso, e essa ajuda não será só agora. Temos que dar uma resposta correta a essa família", disse, em nota do governo do estado, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Cosentino.
A pasta também ofereceu apoio psicológico à família. A mãe do garoto, a diarista Terezinha Maria de Jeusus, que afirma ter testemunhado o assassinato do filho, ficou abalada ontem (3), noprotesto em favor da paz e de justiça para as vítimas de tiroteios no Complexo do Alemão. "Eles estão matando inocentes. Essa polícia assassina tirou a vida do meu filho", desabafou Terezinha.
Eduardo foi a sexta vítima de bala perdida no conjunto de favelas, desde a última quarta-feira (1), quando mãe e filha também foram atingidas dentro de casa. A jovem Maynara Moura, de 16 anos, atingida no braço, recebeu atendimento médico e é a única sobrevivente.
Desde o início deste ano, confrontos são rotina no Alemão, que reúne 15 comunidades com 70 mil pessoas. Especialistas em segurança pública e moradores pedem recuo da polícia.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247