Professora de inglês sofre processo disciplinar por falar sobre feminismo

Virginia Ferreira, professora da rede pública de Vinhedo, no interior de São Paulo, foi gravada em sala de aula por uma aluna. Ela foi denunciada pelo pai e enfrentou um processo administrativo

Professora Virginia Ferreira
Professora Virginia Ferreira (Foto: Arquivo Pessoal)


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247 - Reportagem do Portal El País informa que era início do ano letivo e a Escola Municipal Professor Ricardo Junco se preparava para as atividades do mês de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Algumas semanas antes da data, Ferreira começou a conversar com seus alunos sobre o tema, de modo a prepará-los para as atividades do mês seguinte. Pediu em sua turma de 8º ano que os adolescentes —de idades entre 13 e 15 anos— respondessem um questionário e fizessem uma pesquisa em casa sobre alguns conceitos e correntes históricas do feminismo, abordando alguns estrangeirismos e relacionando a temática com o próprio conteúdo do livro didático, que trata de personagens que atuaram a favor dos direitos civis. “Já nesse processo a diretora me chamou para avisar que havia a queixa de mães de alunos. Pensei que se tratasse da abordagem, não do conteúdo, e me coloquei a disposição para explicar meu trabalho”, recorda Ferreira, em entrevista por telefone ao EL PAÍS. Algumas semanas depois do Carnaval, outra notícia chegou por meio da diretora. “Ela veio me dizer que eu precisava ir na Secretaria de Educação prestar esclarecimentos, porque um pai havia apresentado uma queixa na Ouvidoria”, conta.

Na reclamação, bastante abrangente, o pai dizia que Ferreira usava suas aulas para ensinar sobre feminismo e “ideologia de gênero”. 

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“Minha aula não tem nenhuma estrutura de doutrinação, a gente faz um trabalho de diálogo, de conversa. Busco aproximar o conteúdo dos alunos e problematizar os temas trabalhados. É uma dinâmica já de anos em sala de aula”, afirma. 

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