Professor franco-argelino da UFRJ é deportado sumariamente para Paris
Em sua página no Facebook, o Observatório do Autoritarismo diz que a Reitoria da UFRJ foi surpreendida na sexta-feira (15) com a notícia da deportação sumária do professor-visitante Adlene Hicheur, pesquisador do Instituto de Física; Adlène foi deportado num voo que partiu ainda na noite ontem do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para Paris, na França; o pesquisador franco-argelino foi detido em sua casa pela manhã, e permaneceu isolado no aeroporto; entre 2009 e 2012, ele cumpriu pena de dois anos e meio de prisão na França; ele foi condenado por 5 anos sob a acusação de associação com criminosos que planejavam um atentado terrorista
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Rio 247 - Em sua página no Facebook, o Observatório do Autoritarismo diz que a Reitoria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foi surpreendida na sexta-feira (15) com a notícia da deportação sumária do professor-visitante Adlene Hicheur, pesquisador do Instituto de Física.
'Manifestamos extrema preocupação com a ação, anunciada sem apresentação de justificativas claras e atenção a princípios democráticos básicos, como direito à defesa', diz o observatório.
Adlène Hicheur foi deportado num voo que partiu ainda na noite ontem do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para Paris, na França. O pesquisador franco-argelino foi detido em sua casa pela manhã, e permaneceu isolado no aeroporto.
De acordo com o Estatuto do Estrangeiro, a deportação sumária é uma medida extraordinária que acontece quando interesse nacional exige a retirada imediata do indivíduo do território nacional em razão da inconveniência de sua presença no país.
Entre 2009 e 2012, Hicheur cumpriu pena de dois anos e meio de prisão na França. Ele foi condenado por 5 anos sob a acusação de associação com criminosos que planejavam um atentado terrorista, mas ganhou liberdade condicional antes de encerrar o cumprimento da pena.
Sua condenação se tornou conhecida no Brasil em janeiro deste ano, quando a revista Época publicou sua história. Na matéria "Um terrorista no Brasil", a revista revelou que Hicheur vivia no Brasil com uma bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico), e estava sendo investigado pela Polícia Federal.
Em janeiro deste ano, Hicher concedeu uma longa entrevista ao site Opera Mundi, em que afirmou: "Estou sendo condenado pela mída por um crime que não cometi". Nesta entrevista, Hicheur disse que a matéria da revista Época distorceu os fatos e ignorou detalhes cruciais que indicariam a sua inocência e contou que, em 2009, antes de ser preso por visitar "websites de conversas subversivas islâmicas", Hicheur estava seriamente doente, tomando medicação.
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