Professor acusado de terrorismo deixará o País

Investigado pela Polícia Federal após ter sido preso pela Justiça francesa por ligações com o planejamento de atentados terroristas, o físico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adlène Hicheur decidiu deixar o Brasil; segundo seus colegas na UFRJ e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o docente resolveu adotar esta medida após conversar com sua família, que mora em Lyon, na França. Ele não comentou quando sairá do País e onde pretende morar

Investigado pela Polícia Federal após ter sido preso pela Justiça francesa por ligações com o planejamento de atentados terroristas, o físico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adlène Hicheur decidiu deixar o Brasil; segundo seus colegas na UFRJ e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o docente resolveu adotar esta medida após conversar com sua família, que mora em Lyon, na França. Ele não comentou quando sairá do País e onde pretende morar
Investigado pela Polícia Federal após ter sido preso pela Justiça francesa por ligações com o planejamento de atentados terroristas, o físico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adlène Hicheur decidiu deixar o Brasil; segundo seus colegas na UFRJ e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o docente resolveu adotar esta medida após conversar com sua família, que mora em Lyon, na França. Ele não comentou quando sairá do País e onde pretende morar (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - Investigado pela Polícia Federal após ter sido preso pela Justiça francesa por ligações com o planejamento de atentados terroristas, o físico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adlène Hicheur decidiu deixar o Brasil. Segundo seus colegas na UFRJ e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o docente resolveu adotar esta medida após conversar com sua família, que mora em Lyon, na França. Ele não comentou quando sairá do País e onde pretende morar.

Professores disseram que Hicheur está evitando aparições públicas — diminuiu as idas à universidade e não voltou à Mesquita da Luz, na Tijuca, que costumava frequentar. "Ele está se sentindo ameaçado pelo governo", afirmou Ronald Shellard, diretor do CBPF, segundo relato do Globo. "É uma vergonha ver um país que acomoda tão bem as pessoas se comportar desta maneira. Entendo que a Polícia Federal monitore o movimento de cidadãos antes das Olimpíadas, mas este trabalho não deveria ser feito com alarde", complementou.

Para julgar o professor, a polícia francesa se baseou em mensagens trocadas por Hicheur com um usuário que usava o pseudônimo Phenix Shadow, que seria Mustapha Debchi, apontado pelo governo como membro da al-Qaeda na Argélia. Nos e-mails, os dois mencionavam assassinatos, ataques a embaixadas e potenciais alvos, entre outros conteúdos suspeitos. Ele cumpriu dois anos e meio de prisão.

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No início da semana, Hicheur recebeu duas cartas de apoio assinada por seus colegas — uma de nove cientistas brasileiros, outra de cinco estrangeiros.

Segundo pesquisadores estrangeiros, “o professor Hicheur já pagou um preço alto por sua correspondência on-line em 2009 com um interlocutor acusado de ser da al-Qaeda. O Prof. Hicheur nunca cometeu, direta ou indiretamente, qualquer crime ou ato terrorista. Ele cumpriu sua sentença completamente e tem trabalhado pacificamente no Brasil por vários anos”.

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Os colegas brasileiros dizem que as fases da prisão, julgamento e condenação do professor foram “vazia (sic) de provas”: “Não havia provas para assegurar sua associação a grupo terrorista a não ser essa conversa que mais parecia uma tentativa de aliciamento”.

Outro lado

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Em carta enviada por e-mail ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), à qual o Globo teve acesso, o físico afirmou que a acusação francesa não conseguiu apresentar provas materiais para sustentar seus argumentos. “Eu fui preso pela polícia francesa no fim de 2009 e a única justificativa foram minhas visitas aos chamados websites islâmicos subversivos. Fui privado da minha liberdade por dois anos apenas com base nisso", disse





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