Produtoras de petróleo vão ao STF contra impostos

A Associação Brasileira de Exploração e Produção de Petróleo (Abep) informou que entrará com duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade no STF contra dois novos tributos sancionados pelo Estado do Rio de Janeiro, que devem entrar em vigor em março; duas leis que criaram os tributos foram sancionadas em 30 de dezembro, causando forte reação da indústria petroleira, pois podem acentuar a crise sofrida pelo setor, em meio aos baixos preços do petróleo e às dificuldades financeiras da Petrobras

A Associação Brasileira de Exploração e Produção de Petróleo (Abep) informou que entrará com duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade no STF contra dois novos tributos sancionados pelo Estado do Rio de Janeiro, que devem entrar em vigor em março; duas leis que criaram os tributos foram sancionadas em 30 de dezembro, causando forte reação da indústria petroleira, pois podem acentuar a crise sofrida pelo setor, em meio aos baixos preços do petróleo e às dificuldades financeiras da Petrobras
A Associação Brasileira de Exploração e Produção de Petróleo (Abep) informou que entrará com duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade no STF contra dois novos tributos sancionados pelo Estado do Rio de Janeiro, que devem entrar em vigor em março; duas leis que criaram os tributos foram sancionadas em 30 de dezembro, causando forte reação da indústria petroleira, pois podem acentuar a crise sofrida pelo setor, em meio aos baixos preços do petróleo e às dificuldades financeiras da Petrobras (Foto: Leonardo Lucena)


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Associação Brasileira de Exploração e Produção de Petróleo (Abep) informou nesta segunda-feira que entrará com duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra dois novos tributos sancionados pelo Estado do Rio de Janeiro, que devem entrar em vigor em março.

Duas leis que criaram os tributos foram sancionadas em 30 de dezembro, causando forte reação da indústria petroleira, pois podem acentuar a crise sofrida pelo setor, em meio aos baixos preços do petróleo e às dificuldades financeiras da Petrobras.

Diante de uma queda expressiva na arrecadação, na esteira dos baixos preços dos petróleo, o Rio criou uma taxa de controle, monitoramento e fiscalização para tentar compensar a queda nos royalties. A taxa será cobrada por barril de óleo e gás extraído. Já em outra lei o Estado instituiu a incidência de ICMS sobre a extração de óleo e gás.

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Somente a taxa de controle, monitoramento e fiscalização pode ter impacto de cerca de 1,8 bilhão de reais por ano para as petroleiras, segundo cálculo do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa diversas empresas da indústria de petróleo no Brasil e trabalha em cooperação com a Abep.

O Estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do País.

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As ações serão movidas pelo escritório Sacha Calmon.

"A iniciativa da cobrança adicional, que não foi ainda regulamentada por parte do Estado do Rio de Janeiro, é inconstitucional, gera insegurança jurídica e abre espaço para corte de investimentos futuros e abandono de projetos já em curso", afirmou a Abep, instituição de natureza jurídica independente que representa empresas que produzem 90 por cento de todo o petróleo do país.

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(Por Marta Nogueira)

 

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