Procuradora diz que Temer fez do País republiqueta ao nomear Moreira Franco

Somos ainda uma "Republiqueta" mesmo. O Presidente da Republica tem a insensatez de proteger um investigado de corrupção, e tudo sem alardes, postou a procuradora Monique Cheker, ao comentar ao criação de um novo ministério que teve como consequência o foro especial para Moreira Franco, acusado nas delações da Odebrecht de receber propinas nas concessões dos aeroportos

Monique Cheker
Monique Cheker (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – A procuradora Monique Cheker, do Ministério Público Federal, bateu duro em Michel Temer, após a escolha de Moreira Franco, delatado pela Odebrecht, para ser ministro.

Eis o que ela postou no Twitter:

Somos ainda uma "Republiqueta" mesmo. O Presidente da Republica tem a insensatez de proteger um investigado de corrupção, e tudo sem alardes

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Abaixo, reportagem da Reuters:

Temer dá posse a novos ministros em meio a polêmica sobre foro privilegiado a Moreira Franco

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Por Lisandra Paraguassu e Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer deu posse nesta sexta-feira a seus novos ministros em meio à polêmica criada pela nomeação de Moreira Franco para a recriada Secretaria-Geral da Presidência, o que deu foro privilegiado ao peemedebista, e justificou como uma "mera formalidade" a elevação do status de um de seus mais próximos aliados.

"O Moreira sempre foi chamado de ministro. Nas viagens internacionais, ele era o líder da delegação de ministros que nos acompanhavam para incentivar os investimentos", disse Temer. "Hoje se trata apenas de uma formalização, porque na realidade Moreira já era ministro desde então."

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Moreira Franco, até agora secretário-executivo do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI), passa a ter sob seu comando a comunicação, o cerimonial e a estrutura administrativa da Presidência da República, além do PPI. Um dos aliados mais antigos e próximos de Temer, foi várias vezes na delação do ex-diretor de assuntos institucionais da Odebrecht Cláudio Melo.

O ministro foi acusado de pedir "apoio" financeiro a empresa, tendo repassado depois a negociação com os executivos para o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Quando a delação foi divulgada, Moreira chegou a preparar e entregar a Temer uma carta de demissão para ser usada quando o presidente achasse adequado.

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Em entrevista logo depois da posse, Moreira foi questionado sobre a conveniência de virar ministro neste momento, mas negou que tenha qualquer relação com a necessidade de foro privilegiado.

"Não foi absolutamente nenhuma outra intenção a não ser a de dar mais eficiência, força material e conteúdo a atuação do presidente", afirmou.

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Perguntado se não havia um paralelo entre sua situação e a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamado para ser ministro da Casa Civil pela então presidente Dilma Rousseff --e impedido de tomar posse por uma ação da então oposição no Supremo Tribunal Federal--, Moreira afirmou que não há relação.

"Não é uma tentativa de debelar uma crise política porque não estamos vivendo uma crise. O governo acaba de dar uma demonstração de força e de pujança", afirmou.

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Temer deu posse ainda ao novo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, que assume no lugar de Geddel Vieira Lima, e a nova ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois --pasta que foi recriada agora por Temer. Também Alexandre de Moraes assinou um novo termo de posse, com a alteração de seu ministério para Justiça e Segurança Pública.

"Contar com esses novos ministros é contar pouco a pouco com a sociedade brasileira", disse o presidente. "Fora o apoio do Congresso Nacional, que eu chamo de governabilidade, eu tenho outro conceito, que é o de governança, que é a sociedade. A sociedade tem que reconhecer o que o governo está fazendo."

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Temer disse, ainda, em seu discurso, esperar que as reformas em tramitação no Congresso sejam aprovadas com a rapidez que o país necessita, e que vai contar para isso com a articulação de Imbassahy.

"O diálogo é fundamental com o Congresso Nacional. Foi o que nos permitiu, ao longo desse período, praticamente encaminhar as quatro reformas inaugurais e fundamentais para o Brasil", disse.

"Duas delas praticamente aprovadas, uma delas já definitivamente aprovada e duas outras que tramitarão agora, também esperamos, em uma velocidade compatível com aquilo que o Brasil precisa", acrescentou.

 

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