Prisão de ativistas é aberração, diz OAB

Ex-presidente da seccional do Rio, Wadih Damous afirmou que prisões violam direito de manifestação assegurada pela Constituição neste momento de Copa do Mundo: “O Brasil vai ter que escolher qual legado prefere: se o da ditadura ou da democracia"; ativista Sininho, entre outros supostos organizadores de protestos, foi presa após ser flagrada em escuta telefônica negociando fogos de artifício que poderiam ser usados em manifestação marcada para este domingo (13) na Tijuca, mesmo bairro onde fica o Maracanã, que recebe a final da Copa

Ex-presidente da seccional do Rio, Wadih Damous afirmou que prisões violam direito de manifestação assegurada pela Constituição neste momento de Copa do Mundo: “O Brasil vai ter que escolher qual legado prefere: se o da ditadura ou da democracia"; ativista Sininho, entre outros supostos organizadores de protestos, foi presa após ser flagrada em escuta telefônica negociando fogos de artifício que poderiam ser usados em manifestação marcada para este domingo (13) na Tijuca, mesmo bairro onde fica o Maracanã, que recebe a final da Copa
Ex-presidente da seccional do Rio, Wadih Damous afirmou que prisões violam direito de manifestação assegurada pela Constituição neste momento de Copa do Mundo: “O Brasil vai ter que escolher qual legado prefere: se o da ditadura ou da democracia"; ativista Sininho, entre outros supostos organizadores de protestos, foi presa após ser flagrada em escuta telefônica negociando fogos de artifício que poderiam ser usados em manifestação marcada para este domingo (13) na Tijuca, mesmo bairro onde fica o Maracanã, que recebe a final da Copa (Foto: Realle Palazzo-Martini)


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247 - A OAB do Rio se disse preocupada com as prisões de ativistas no Rio, Porto Alegre e Búzios (RJ) ocorridas nos últimos dias por ação da Polícia Civil fluminense. "Considerando-se que uma manifestação foi convocada para amanhã (hoje), as prisões parecem ter caráter intimidatório", afirmou a entidade. Wadih Damous, ex-presidente da OAB Rio e presidente licenciado da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, afirmou que as prisões são uma aberração jurídica. "Na verdade, é mais uma tentativa de impedir manifestações asseguradas pela Constituição neste momento de Copa do Mundo. O Brasil vai ter que escolher qual legado prefere: se o da ditadura ou da democracia", escreveu Damous.

Apontada como incentivadora de manifestações violentas no Rio de Janeiro, a ativista Eliza Quadros Pinto Sanzi, 28, a Sininho, foi presa na noite do sábado (12) em Porto Alegre e levada ao Rio de Janeiro sob escolta de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil. A prisão ocorreu na casa de namorado por policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), sob suspeita de planejar atos de vandalismo em protestos realizados no Rio desde junho do ano passado.

Ao desembarcar no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, Sininho não quis dar declarações nem respondeu se negociava fogos de artifícios que seriam utilizados em manifestações. Segundo investigações, em ligação telefônica interceptada pela polícia a ativista falava sobre a possibilidade do uso de rojões em protestos.

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Sininho figura entre 26 pessoas acusadas em inquérito policial. Já foram presas 17 pessoas e dois menores estão apreendidos por suspeita de envolvimento em atos de vandalismo.

O chefe da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso, diz que a “quadrilha” de Sininho pretendia praticar atos violentos no sábado ou no domingo. "Provas colhidas ao longo das investigações evidenciam que esse grupo estava se mobilizando para praticar atos de violência", disse.

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Há protestos marcados para este domingo (13) na Tijuca, zona norte do Rio, mesmo bairro em que fica o Maracanã, que recebe às 16 horas a final da Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina. Disse, no entanto, que a violência é inadmissível e que a polícia "não pode permitir o caos".

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