Presidente do TJ critica policiais que forjaram auto de resistência no Rio

As cenas gravadas com PMs mudando a cena de um crime, no Morro da Providência, que resultou na morte de um jovem de 17 anos, deixaram estarrecido o presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho; "É uma sensação de estarrecimento e de perplexidade absoluta observar que agentes que deveriam proteger as comunidades, a dignidade e os valores humanos agem de maneira tão cruel e brutal", afirmou o desembargador antes da abertura oficial do seminário Corrupção e Violência: reféns, até quando?

As cenas gravadas com PMs mudando a cena de um crime, no Morro da Providência, que resultou na morte de um jovem de 17 anos, deixaram estarrecido o presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho; "É uma sensação de estarrecimento e de perplexidade absoluta observar que agentes que deveriam proteger as comunidades, a dignidade e os valores humanos agem de maneira tão cruel e brutal", afirmou o desembargador antes da abertura oficial do seminário Corrupção e Violência: reféns, até quando?
As cenas gravadas com PMs mudando a cena de um crime, no Morro da Providência, que resultou na morte de um jovem de 17 anos, deixaram estarrecido o presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho; "É uma sensação de estarrecimento e de perplexidade absoluta observar que agentes que deveriam proteger as comunidades, a dignidade e os valores humanos agem de maneira tão cruel e brutal", afirmou o desembargador antes da abertura oficial do seminário Corrupção e Violência: reféns, até quando? (Foto: Leonardo Lucena)


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Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

As cenas gravadas ontem (29) com policiais militares mudando a cena de um crime, no Morro da Providência, que resulltou na morte de um jovem de 17 anos, deixaram estarrecido o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho. O desembargador comentou o episódio antes da abertura oficial do seminário Corrupção e Violência: reféns, até quando?, que começou hoje (30) e será encerrado sexta-feira (2), na sede do tribunal.

"É uma sensação de estarrecimento e de perplexidade absoluta observar que agentes que deveriam proteger as comunidades, a dignidade e os valores humanos agem de maneira tão cruel e brutal", afirmou o desembargador.

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Nas imagens, gravadas de um celular por um morador da comunidade, os PMs dão um tiro para o alto e depois usam a mão do jovem, que estava caído, em meio a uma poça de sangue, para disparar duas vezes uma arma.

O presidente do TJRJ destacou que violência e corrupção são fenômenos que andam juntos. "Será que a corrupção em altos escalões do Poder Público e empresariais não influi, não cria uma mentalidade de facilitação para se justificar condutas violentas. Até que ponto a corrupção propicia uma mentalidade licenciosa com relação à violência?", indagou o magistrado.

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A organização do seminário é do desembargador Cláudio Dell´orto, que também vê uma relação direta entre o fenômeno da corrupção e a violência. "São filhas de uma mesma matriz. Tem todo um processo de violência que acaba facilitando que as pessoas caminhem por condutas contrárias à lei, chegando a processos de corrupção e improbidade."

Segundo Dell' orto, devem ser buscadas sete metas pelo TJRJ para se combater violência e corrupção, incluindo programa de proteção à testemunha e a réus colaboradores, atendimento às mulheres e demais pessoas em situação de vulnerabilidade e o combate à corrupção e lavagem de dinheiro.

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Os cinco PMs envolvidos na morte de Eduardo Felipe Santos Victor tiveram suas prisões preventivas decretadas hoje pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do Plantão Judiciário do TJ.

A decisão atinge os policiais militares Eder Ricardo de Siqueira, Paulo Roberto da Silva, Pedro Victor da Silva Pena, Riquelmo de Paula Geraldo e Gabriel Julião Florido.

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Na decisão, a juíza afirma que é "inadmissível que agentes da lei, encarregados da manutenção da ordem pública e da regular persecução penal, procedam à alteração de cenário criminoso, visando ludibriar perito ou magistrado e garantir sua impunidade pela prática de crime anteriormente praticado, de homicídio".

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