Presa quadrilha que planejava matar juiz no RJ

Quatro integrantes de uma quadrilha que planejava os assassinatos do juiz Raphael Rezende das Chagas, da Comarca de Maricá e de um delegado, foram presos pela polícia do Rio, que recolheu ainda uma arma com numeração raspada, drogas e material para embalagem de narcóticos; sete pessoas já haviam sido presas antes, totalizando 11 detidos por participação no bando; justiça expediu 26 mandados de prisão preventiva por associação para o tráfico e formação de quadrilha, entre eles contra três policiais militares e um ex-policial militar

Quatro integrantes de uma quadrilha que planejava os assassinatos do juiz Raphael Rezende das Chagas, da Comarca de Maricá e de um delegado, foram presos pela polícia do Rio, que recolheu ainda uma arma com numeração raspada, drogas e material para embalagem de narcóticos; sete pessoas já haviam sido presas antes, totalizando 11 detidos por participação no bando; justiça expediu 26 mandados de prisão preventiva por associação para o tráfico e formação de quadrilha, entre eles contra três policiais militares e um ex-policial militar
Quatro integrantes de uma quadrilha que planejava os assassinatos do juiz Raphael Rezende das Chagas, da Comarca de Maricá e de um delegado, foram presos pela polícia do Rio, que recolheu ainda uma arma com numeração raspada, drogas e material para embalagem de narcóticos; sete pessoas já haviam sido presas antes, totalizando 11 detidos por participação no bando; justiça expediu 26 mandados de prisão preventiva por associação para o tráfico e formação de quadrilha, entre eles contra três policiais militares e um ex-policial militar (Foto: Leonardo Lucena)


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Da Agência Brasil

Quatro integrantes de uma quadrilha que planejava os assassinatos do juiz Raphael Rezende das Chagas, da Comarca de Maricá e de um delegado, foram presos hoje (6) pela polícia do Rio de Janeiro, que recolheu ainda uma arma com numeração raspada, drogas e material para embalagem de narcóticos. Sete pessoas já haviam sido presas antes, totalizando 11 detidos por participação no bando.

A justiça expediu 26 mandados de prisão preventiva por associação para o tráfico e formação de quadrilha, entre eles contra três policiais militares e um ex-policial militar. Segundo as investigações, os policiais militares abasteciam o tráfico de drogas de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. A Polícia Civil e o Ministério Público iniciaram as investigações após a prisão de dois policiais militares por homicídio. Em consequência da prisão desses policiais, o juiz, que estava à frente da comarca de Maricá na época, foi ameaçado de morte, assim como o delegado que chefiava a Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DH-NISG), responsável pela desarticulação da quadrilha, junto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP.

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De acordo com o delegado titular da DH-NISG, Fábio Barucke, o inquérito instaurado por causa dessa ameaça comprovou a existência da organização criminosa, que tinha como intuito abastecer de drogas as comunidades da região.

"Na época, o chefe da quadrilha foi assassinado e numa busca e apreensão na casa dele foi encontrada uma carta onde ele revelava o plano para matar o delegado. Uma testemunha narrou que existia também um plano contra o juiz da da comarca de Maricá. Em razão dessa apreensão e dessa testemunha, verificou-se que existia essa quadrilha, com intenção de executar tais autoridades"
.
De acordo com a denúncia, a quadrilha é chefiada por Adriano Moreira Abrahão, conhecido como "Ninho", que comanda a organização criminosa nas duas cidades. Já os policiais militares, além do tráfico, davam cobertura aos negócios ilícitos da quadrilha, faziam a segurança de seus integrantes e a escolta do transporte das drogas.

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Segundo Barucke, os policiais militares atuavam na quadrilha de fato como traficantes: "Eles estavam ali como integrantes da quadrilha e ganhavam dinheiro utilizando as práticas da venda de drogas, abastecimento de armas e drogas e transporte dessas mercadorias. As armas eram fornecidas à quadrilha por esses policiais".

Outra operação realizada hoje pela Gaeco resultou na prisão dos policiais civis Diogo Ferrari, Conrado Coimbra e Anderson Pinheiro Rios, todos lotados na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). De acordo com as investigações, os policiais são acusados de extorquir empresários.

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Os policiais presos simulavam flagrantes em funcionários de empresas de caminhões, que eram encaminhados à sede da DPMA com a exigência de uma propina para a liberação de uma falsa denúncia de crime ambiental. A partir de então, eles ofereciam aos empresários um pagamento mensal para que as empresas não fossem investigadas. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos policiais e na sede da DPMA. Os agentes responderão pelos crimes de extorsão, extorsão mediante sequestro e organização criminosa.

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