'Preparativos da Rio 2016 são os piores já vistos'
Vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, disse que situação é pior do que em Atenas, em 2004: "O COI adotou uma postura de 'mãos na massa', o que é sem precedentes na história da instituição, mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio", australiano ressaltou atrasos no início das obras na cidade comandada por Eduardo Paes (PMDB), somados a "questões sociais que precisam ser resolvidas"
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247 - O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, disse que os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro são os "piores" já visto. "A situação é crítica", disse.
Segundo o australiano, a situação é pior do que em Atenas (em 2004). "O COI adotou uma postura de 'mãos na massa', o que é sem precedentes (na história da instituição), mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio", afirmou. Segundo ele, instituição teve de enviar peritos ao comitê organizador local para assegurar realização do evento.
Coates ressaltou atrasos nas construções, somados a "questões sociais que precisam ser resolvidas".
Só a prefeitura, comandada por Eduardo Paes (PMDB), é responsável por 14 projetos, em um total de R$ 14,3 bilhões, sendo 64% (R$ 9,2 bilhões) dos recursos privados, 28% (R$3,9 bilhões) municipais e 8% (R$1,2 bilhão) federais. Há dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também de parcerias público privadas (PPPs).
Na área de mobilidade, a prefeitura ficou responsável pelo VLT do Porto, o BRT Transolímpica, a ligação entre o BRT Transoeste e a Linha 4 do metrô e a duplicação do Elevado do Joá e das avenidas Salvador Alende e Abelardo Bueno. Na área ambiental, está sendo feita a macrodrenagem da baixada de Jacarepaguá e o saneamento da bacia do Rio Marangá, na zona oeste. No quesito renovação urbana, as obras incluem o Porto Maravilha, toda feita em PPP, o controle de enchentes da Grande Tijuca e a requalificação do entorno do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. Em último, a prefeitura vai transformar a arena de handebol, que será construída em estrutura modular, em quatro escolas.
Vice do COI diz que preparação da Olimpíada do Rio é a "pior" da história
MELBOURNE, 29 Abr (Reuters) - O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, disse que os preparativos do Brasil para os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro são "os piores" que ele já viu e estão gravemente atrasados, mas garantiu que não há "plano B" para realizar a Olimpíada em outro local.
Em um fórum olímpico realizado em Sydney, Coates disse a delegados que os trabalhos de construção ainda não começaram em algumas instalações, que a infraestrutrura está bastante atrasada e que a qualidade da água na baía de Guanabara também é uma grande preocupação, a cerca de dois anos do início dos Jogos.
"Acho que é uma situação pior do que Atenas", disse o australiano, referindo-se aos preparativos para os Jogos de 2004, que foram atingidos por inúmeros atrasos.
"Em Atenas, nós lidávamos com um governo e algumas responsabilidades da cidade. Agora, são três. Há pouca coordenação entre os governos federal, estadual e municipal -- que é responsável por grande parte da construção", afirmou.
"E isso é ruim para uma cidade que tem problemas sociais que também têm de ser resolvidos, um país que também está tentando lidar com a Copa do Mundo chegando em poucos meses. É a pior que eu já vivi."
Os Jogos do Rio, os primeiros da história a serem realizados na América do Sul, têm sofrido com atrasos nos preparativos e problemas de má comunicação entre os três níveis de governo e os organizadores, o que resultou em duras críticas das federações internacionais.
O COI anunciou uma série de medidas este mês para acelerar os preparativos, incluindo a contratação de mais monitores e de gerentes de projetos para fiscalizar o andamento da preparação, além de ampliar o número de viagens ao Rio do diretor de Jogos Olímpicos da entidade, Gilbert Felli.
Entre os principais problemas enfrentados pelo Rio está o atraso no início das obras do Complexo de Deodoro, onde serão disputadas oito modalidades, que teve licitação lançada somente este mês, a poluição da baia de Guanabara, onde serão realizadas as provas de vela, e a falta de orçamento para diversos projetos voltados aos Jogos Olímpicos.
Até o momento o custo da Olimpíada do Rio chega a 37,5 bilhões de reais, mediante previsão de gasto de 29 bilhões de reais na candidatura da cidade, mas as autoridades da cidade alegam que não se pode comparar os valores uma vez que houve mudanças de projetos e que as cifras de 2009 precisam ser atualizadas pela inflação.
"O COI formou uma força-tarefa especial para tentar acelerar os preparativos, mas a situação é crítica", disse Coates mais cedo, em comunicado divulgado pela Comissão Olímpica Australiana.
"O COI adotou um papel mais participativo, isso é sem precedentes para o COI, mas não existe um plano B. Nós estamos indo para o Rio", afirmou Coates, que fez seis viagens ao Rio como membro da comissão de coordenação da entidade.
"Nós ficamos muito preocupados, eles não estão prontos em muitas, muitas maneiras. Nós temos que fazer acontecer e essa é a abordagem do COI, você não pode fugir disso."
(Reportagem de Ian Ransom)
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