Prefeitura de SP quer construir apartamentos de 12 m² para tirar moradores da rua
Serão cerca de 200 apartamentos divididos em seis blocos de três andares. Referência no atendimento à população de rua em São Paulo, o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, considerou o projeto bom, mas demonstrou preocupação com a ideia de estipular uma data de saída
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247 - A Prefeitura de São Paulo encomendou à Secretaria Municipal de Habitação um novo programa de moradias populares que prevê a construção de apartamentos a partir de 12 metros quadrados – com cozinha, sala e banheiro – e uso estimado de um ano. Serão cerca de 200 apartamentos divididos em seis blocos de três andares. O custo ainda não está definido, assim como o prazo de lançamento. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.
Referência no atendimento à população de rua em São Paulo, o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, considerou o projeto bom, mas demonstrou preocupação com a ideia de estipular uma data de saída. "A tentativa é válida, mas esse prazo de 12 meses deve ser flexível. Algumas pessoas vão precisar de menos tempo e outras de mais. Também considero melhor espalhar as moradias, não juntá-las num local só para não virar um gueto", disse.
De acordo com o religioso, oferecer um espaço em que a pessoa possa ter autonomia é o caminho. "Ali, ela poderá fazer os seus horários, a sua comida, e ainda ficará responsável pela limpeza, o que também é importante. Mas ainda acho que o modelo ideal é o do aluguel social, em prédios espalhados pela cidade, como hotéis abandonados, e com uma cobrança simbólica. São Paulo tem isso já, mas precisa ampliar".
A prefeitura disse que foram criadas cerca de 1,2 mil vagas no formato defendido por Lancellotti durante a pandemia em hotéis que estavam desativados. O público priorizado neste tipo de atendimento é formado por idosos, famílias e transexuais.
O atendimento mais numeroso a pessoas sem-teto ocorre por meio do auxílio-aluguel, uma espécie de bolsa paga a 22 mil famílias que aguardam por uma moradia definitiva. A maioria delas foi removida em consequência de obras públicas, atendimento emergencial por causa de desastres ou remoção de moradores por motivos de risco.
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