Policial tentou negociar localização de Amarildo
Segundo as escutas telefônicas, um homem que se apresentou como delegado da 15ª DP negociou com traficantes da Rocinha, por telefone, a entrega do corpo de Amarildo; quatro dias após o sumiço de Amarildo, o rapaz, que se identificou como "autoridade policial", teria dito que "a paz será selada" se o corpo aparecer
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Rio247 – O desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, no dia 14 de julho, continua tendo os seus desdobramentos. Quatro dias após o sumiço do rapaz, num contêiner da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio, um homem que se apresentou como delegado da 15ª DP (Gávea) negociou com traficantes da favela, por telefone, a entrega do corpo de Amarildo. Segundo parte das escutas telefônicas da Operação Paz Armada, o rapaz, que se identificou como "autoridade policial" teria dito que "a paz será selada" se o corpo aparecer.
Curiosamente, numa ligação entre um traficante um policial militar infiltrado na quadrilha, o bandido diz que a "morte do Boi (como era chamado Amarildo) foi de responsabilidade da UPP do major", em referência ao ex-comandante da unidade, Edson Major, acusado de sequestro seguido de morte. Segundo informações do jornal O Globo, o traficante ainda teria dito que, para ele, a equipe do PM conhecido como Cara do Macaco (Douglas Roberto Vital Machado, que também está preso) poderia ter sido a responsável pelo sumiço de Amarildo.
O delegado Orlando Zaccone, titular da 15ª DP, afirmou ao jornal que nunca falou com qualquer traficante, e não se lembra da escuta telefônica. Por sua vez, Ruchester Marreiros, que, na época do sumiço, era delegado adjunto da unidade, também negou envolvimento com os traficantes. Marreiros disse apenas que a estratégia policial era fazer com que os bandidos confessassem o crime. "Mas eles (traficantes) tentaram despistar, colocando a culpa nos policiais", declarou.
Diante deste cenário, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, enviou à Corregedoria Geral Unificada (CGU) o procedimento om o objetivo de apurar as divergências entre os relatórios de Ruchester e Zaccone sobre a Operação Paz Armada, que tinha como finalidade atuar contra o tráfico de drogas na Rocinha. Caso um deles seja punido, terá 90 de suspensão da corporação.
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