Polícia quer R$ 8 milhões para quitar dívidas

O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, vai pedir autorização à Assembleia Legislativa para que R$ 8 milhões dos recursos doados pela Alerj em 2014 sejam destinados ao pagamento de dívidas e melhoria de infraestrutura da Polícia Civil (PC); dinheiro é resultado das aplicações financeiras que a pasta realizou com parte dos R$ 41,5 milhões doados pela Legislativo Fluminense, verba destinada inicialmente à Polícia Militar

Apresentação dos resultados da operação de pacificação da Vila Kennedy. Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Apresentação dos resultados da operação de pacificação da Vila Kennedy. Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. (Foto: José Barbacena)


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Agência Rio - O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, vai pedir autorização à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para que R$ 8 milhões dos recursos doados pela Alerj em 2014 sejam destinados ao pagamento de dívidas e melhoria de infraestrutura da Polícia Civil (PC).

O dinheiro é resultado das aplicações financeiras que a pasta realizou com parte dos R$ 41,5 milhões doados pela Legislativo Fluminense, verba destinada inicialmente à Polícia Militar. O secretário se reunirá na semana que vem com os deputados da Casa para discutir a questão. As informações foram repassadas pelo subsecretário de Gestão Estratégica da Seseg, Hélio Pacheco Leão, durante audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Alerj nesta sexta-feira (06/05).

"As dívidas da Polícia Civil estão dificultando muito o trabalho dos agentes. Já foram realizados cortes de gastos na instituição. Também é necessária a compra de materiais e melhoria na infraestrutura das delegacias. O dinheiro que estamos pedindo não estava destinado a nenhum fim específico, já que é resultado das nossas aplicações financeiras", explicou o subsecretário.

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A presidente da Comissão, deputada Martha Rocha (PDT), ressaltou que o Hospital da Polícia Civil também precisa ser devidamente equipado: "Atualmente, a unidade hospitalar, que se encontra dentro da Cidade da Polícia, não está em condições de atender os policiais por falta de equipamento. Como pediu o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), eu vou me reunir com o secretário Beltrame e o deputado Edson Albertassi (PMDB) na semana que vem para saber todas as reivindicações e necessidades da segurança pública do Rio", afirmou a parlamentar.

Em maio de 2014, a Alerj doou R$ 70 milhões para a segurança pública do Rio. O recurso foi destinado principalmente às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Além dos R$ 41,5 milhões que foram diretamente para a Seseg, aproximadamente R$ 12,5 milhões foram repassados para outras secretarias do governo com o objetivo de realizar projetos que acompanhariam a instalação da UPP da Maré.

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Segundo Hélio Leão, como a UPP da Maré não será construída em 2016, esses recursos poderiam ser utilizados para atividades mais emergenciais. "Desse dinheiro, R$ 10 milhões estão com a Secretaria de Educação, que construiria a Escola Técnica da Maré, e outros R$ 2,5 milhões com a Secretaria de Obras, inicialmente repassado para a instalação de uma Delegacia Legal no conjunto de favelas. Temos que saber se as pastas utilizaram esse dinheiro para algum outro projeto. Se o recurso ainda tiver disponível, queremos que a Alerj autorize a utilização para outros fins", declarou Leão.

A Seseg ainda tem um saldo de R$ 25,5 milhões da doação realizada pela Alerj. Desse recurso, R$ 8 milhões são provenientes das aplicações financeiras e R$ 17,5 milhões ainda não foram utilizados em licitações. A pasta gastou 13,5 milhões para a manutenção e construção de novas sedes de UPPs. "Já estamos com processos abertos para a compra de computadores e novos mobiliários para as UPPs. Sem o recurso da Alerj, as UPPs não estariam funcionando. Mesmo com esse dinheiro, estamos há sete meses sem conseguir pagar a empresa responsável pela manutenção dos nossos contêineres", ressaltou o subsecretário.

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Durante a audiência, Hélio Leão também afirmou que seriam necessários mais R$ 40 milhões para a Seseg realizar projetos futuros, dentre eles a construção da UPP da Maré. Em entrevista à edição desta sexta-feira do jornal RJTV da Rede Globo, o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), afirmou que a Casa pode disponibilizar mais recursos à segurança pública do Rio: "A ideia é levar uma proposta à Mesa Diretora para doar esses recursos do nosso fundo. A Alerj não medirá esforços em apoiar ações na segurança, até porque o Brasil vai retomar o crescimento, e é preciso que se tenha paz para que o Rio de Janeiro aproveite esse bom momento, aumente o número de turistas. Tudo passa pela segurança ", declarou Picciani.O deputado Zaqueu Teixeira (PDT) também participou da reunião.

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